31 maio, 2009

Nascer


Márcia,
você escreve com uma concisão impressionante, gosto de tudo que você escreve, contida nas palavras e soberba nas ideias. Gosto de viver na solidão, preciso viver na solidão não para mudar a sorte, pelo contrário para acender a "luz interna, mesmo que no escuro", poetar todos os dias é nascer e morrer ao mesmo tempo. Nós sabemos disso não é mesmo?
Belo soneto como sempre, minha amiga,
abraços,
Mauro Lúcio de Paula



A poesia de Márcia é trabalhada com carinho, o que não lhe suprime o caráter de arrebatadora. Vibra, tem alma e faz a gente pensar...
Jorge Sader Filho



EXCELENTE! CAMONIANO! REFLEXÃO POÉTICA DE UM COMEÇO E DE UM DESTINO: NÃO SÓ DA VIDA, COMO DO AMOR. ABRAÇO, ROGEL SAMUEL.


B
oa noite, Márcia. Saber de um novo soneto seu é um chamamento para conhecermos uma maneira muito peculiar de ver algo que faz parte da vida, mas que se engrandece através do seu olhar. Nesse soneto há uma empatia muito grande da mãe para com o filho que nasce. Talvez a criança, da gestação ao nascimento, só tenha sensações da tepidez e do aconchego da vida intra-uterina e que talvez nem haja nisso uma consciência, por falta de outro referencial que diferencie dois estados de vivência. E a mãe que dá a vida dá a voz para que a criança fale de percepções que são da própria mãe. Ao ler o poema percebo, na forma, na maior parte dos versos a ambiguidade das pessoas, mãe e filho, não disjuntos, a ponto de ali estar escrito: "saimos para a luz que ofusca o sonho" na primeira pessoa do plural. Acredito que só a mulher que já deu à luz uma criança possa falar dessa indissociação que você revela. Algumas vezes fecho meus olhos demoradamente para constatar que pelo lado de dentro não há escuridão. Isso também está no seu soneto.
Quanto ao nascimento, quanto ao parto em si, vou me abster de falar do que penso das tarefas hercúleas, até por uma questão de covardia. rs.
Obrigado, Márcia, por permitir que eu conhecesse mais um belo soneto seu. bjs.
Marco Bastos.



Márcia,
Que lindo! Você domina a arte do soneto como poucos. E é rara também a sensibilidade e profundidade de suas palavras.
Parabéns, amiga.
Beijos, Esther Alcântara.


M
arcia, minha irmã das letras...tomar consciência de um novo canto é nutrir-se de esperança. Parabens pelo poetar. Você é uma das pessoas que eu também quero ser quando crescer. A nossa Leila também é uma das pessoas que eu amo bastante. Bjos de luz, Grauninha

28 maio, 2009

Trilogia



Querida Márcia, em três palavras mágicas você tocou seu poema com uma varinha de fada-poeta! Beijos.

Madalena Barranco


M
árcia, foram necessários três instantes para decifrarmos com muita exatidão e lirismo virtudes tão essenciais à nossa existência.Parabéns pela leveza e beleza do poema.Um grande beijo!

Dalton França



T
rês estados de espírito passam pela análise crítica de Márcia, que tem o dom de escrever sobre os mesmos com absoluta segurança.Parabéns. Como sempre, vc foi longe.

Jorge Sader Filho



O
que mais me atrai a atençao, Márcia, em sua poética é sempre a forma, que de costume nada deixa a desejar, como aqui, neste casamento de dois versos de dez sílabas adequadamente variados com um de quatro.Parabéns.

João Esteves


M
arcia, pura LUZ!

Enfim, pude ler as três melhores definições para SERENIDADE, INSANIDADE e CORPOREIDADE!Bravo, bravíssimo... poderia ser um verbete em dicionário.

Grande abraço!

Gilia GerlinG



M
árcia, o que é mais extraordinário no seu universo poético é a precisão das palavras em versos metricamente corretos. Mais do que isso é perceber quem está escrevendo conhece profundamente os sentimentos que inspiraram a autora. É preciso ter a serenidade para captar, é preciso ser insano para externar e é preciso da técnica para dar corpo ao que se quer dizer. Isso, Márcia, você faz com maestria e beleza, tá!

Um beijo de afeto e de admiração,

Mauro Lúcio de Paula



Embora meu preferido seja o terceto do meio (muito belo), parabéns pelo seu tríptico poético, o trio forma um conjunto bastante harmonioso. Bj,

Leila Míccolis


t
rês momentos, três emoções, serenidade, insanidade e corpo, você escreve cada vez mais, três vezes mais forte...

Rogel Samuel


1.
Serenidade para mim é uma palavra mágica. Quando estou nos limites, eu a repito algumas tantas vezes como espécie de calmante; 2. Insanidade, realmente ocorre quando se pretende entender a própria alma aprisionada que se enxerga de dentro para fora e de fora para dentro, batendo naquelas proposições exitencias... Agora, quando bate o amor, adeus serenidade e aguente a insanidade. Bonito poema.

Milton Martins

26 maio, 2009

Dor Silente


É sempre um prazer ler seus belos sonetos, a cada dia vejo um nascer diferente de sua alma poeta.
Meus cumprimentos a você Márcia, desejando sempre muito SUCESSO, sua amiga,Efigênia Coutinho

Um soneto com rimas lindas o que particularmente me agrada sabes disso. Estás Márcia a caminho da perfeição e com o nome muito próximo a nomes famosos na literatura brasileira.
Antonio Paulo

Enfim um dia de sol: a postagem de mais um de seus sonetos. Beijos, Leila

Márcia, li em Poetas del Mundo "Dor Silente", não poderia deixar de dizer que me encantou. Sua sensibilidade poética transparece nas palavras que fluem como magia para soltar as dores que vão em nossa alma, as deixa voar ao infinito para que todos a toquem e sintam e possam dizer o que não sabiam como. Parabéns!
E obrigada pela linda poesia.
Abraços
Lucy Nazaro

Olá Marcia...
visitando-te pela primeira vez, na verdade segunda vez, tenho teu blog adicionado aos favoritos.
Tua poesia é magnifica...vi que prefere os sonetos, particularmente também os prefiro, uma das formas mais linda de poesia.
Foi um prazer estar aqui.
Abraço.
daufen bach.

O amor é tudo que vivemos estranha e silenciosamente nas nossas vidas incomuns e ruidosas.
Nossos sonhos são pedaços da nossa alma que iluminam nossos pensamentos. Talvez seja nestes instantes que nasçam os nossos melhores sentimentos e brotem versos silentes e doces como frutos de cristais, gritos, vôos e liberdade.
Lindos os seus poemas.
Diniz Neto

Não esqueço de você, Márcia. Vim ler mais aqui e sem surpresa alguma encontrei suas formas corretas e ponderadas, sem surpresa alguma tive os agrados que uma boa leitura confere.
Sua dor silente me faz simpatizar com esta maneira sua de sofrer em grande estilo. Mas não há como haver surpresas, nem do leitor que sabe o que esperar e de fato encontra o esperado, nem de sua parte, ao ter notícia de minha incondicional apreciação.
Sem novidades, portanto. Que assim continue, que tá é bom assim.
João Esteves

Marcia, poetamiga: os sonetos não saíram da validade..rsrsrs, e os bons sonetos iguais a este seu têm lugar cativo na cabeça e no coração da gente.Bjos de luz, Grauninha


A poesia navega neste soneto como uma canoa desliza silente nas águas calmas do rio... Aplausos Poetisa...
Poesia é coisa da alma...minha alma está feliz em conhecê-la! abraços!
Terezinha Flores Canabarro

24 maio, 2009

Ética versus Estética


Inda que não fosse um esteta
não deixar-me-ia de comover
ante o propósito e o objeto
do delineado para contrato.
Adroaldo Bauer

Márcia,
belo soneto. parabéns: mostra a possibilidade da renovação da forma, pelo conteúdo.
abraços.
Pedro Dubois

Márcia,
Que soneto lindo e instigante. A imagem do abecedário apicultor foi de uma fineza genial.
O contrato que você propõe me parece mais que justo; a guarita tem ares de palácio.
Um beijo bem delineado, Poeta !!
Assis de Mello (Chico)

Que dizer eu Poetisa Márcia, senão sorver ensinamentos desses diálogos dos DEUSES. É ou não é um "CÉU DOS GRANDES MESTRES?"
Antonio Paulo

A sua técnica poética é maravilhosa, fazer sonetos é uma seara nobre que só uma poetisa como você tem a capacidade e a ousadia de empreitar. Parabéns!
Com muito respeito e e alta estima, Mauro Lúcio de Paula

21 maio, 2009

Ser mãe...

POESIA COMENTADA

Ser mãe...



© Márcia Sanchez Luz

Ser mãe é ser alguém que na alvorada
bendiz o brilho que anuncia o dia
trazendo a luz do sol em sintonia
com o burburinho de uma passarada.


Ser mãe é ser a doce madrugada
que põe um fim à mágoa doentia;
é ser também a força da magia
curando a febre que se faz calada.


Ser mãe é buscar sempre uma saída
para acalmar o coração inquieto
do filho que se fecha em seu afeto.


Ser mãe é estar atenta para a vida,
é ver além do amor que não deu certo,
fazendo de sua cria um ser liberto.

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Decidi começar esta nova seção com a "prata da casa", Márcia Sanchez Luz: a prova cabal de que a Internet só é fria para quem não sabe fazer amizades ou desconfia de tudo e de todos. Pessoalmente nos conhecemos nas comemorações em SP dos 12 anos de Blocos, mas já há muito nos escrevíamos; atualmente, considero-a uma amiga querida, sempre pronta a ajudar, a incentivar, a partilhar alegrias e agonias. Este soneto, recém-enviado, me encanta porque alia técnica à emoção. É precioso: mesmo mantendo um formato clássico, o texto é atual e universal: quem tiver filhos adolescentes saberá perfeitamente do que ela está falando. E, mesmo quem não os tenha, sentirá na pele a aflição das mães ante o silêncio machucado de seus filhotes, querendo o melhor para aqueles que, um dia, ela esperançosamente deu à luz.


Leila Míccolis



Olá Leila e Márcia,

É uma das formas de poesia mais difíceis de construir, onde rimas internas e externas, métrica e sentido (como se fosse uma história contada) dançam em uníssono e fazem de tudo isso um lindo poema... Soneto é uma forma antiga de poetar que se mantém atual - eu admiro quem os faz com o conhecimento da causa - e toca a alma do leitor.
Beijos.
Madalena Barranco
P.S.: e as mães merecem todos os sonetos mais belos do mundo.


L
eila, a primeira referência pessoal que tive (ainda desconhecia seu blog) foi sua pessoal amizade com Márcia, essa admirável sonetista.
Concordo integralmente com suas palavras no presente post, assim também penso e sinto. Não há conta para o prazer que me dão todas as minhas amizades virtuais.
neo-orkuteiro


E
ste soneto da querida poeta e também amiga Márcia, reúne uma técnica impecáel com poesia e sensibilidade em cada verso. Parabéns pela escolha do Soneto e pela linda e merecida homenagem à Márcia. Beijos.
Chris Herrmann


L
eila e Marcia, poetamigas: não poderia deixar de passar por varias razões, a começar pela saudade. E tem também o prazer de estar aqui, pela riqueza do texto, pela amizade, pelo carinho. Parabens a grande sonetista Marcia e a Leila que gerou um espaço libertario para abrigar a nossa poesia. Bjos de luz, Grauninha


Querida amiga Marcia
Confesso que estou emocionada por entrar nessa casa literária, pois bateu uma saudade imensa do meu querido amigo Nel Meirelles.
Como ele adorava essa casa e a minha amiga Leila.
Mas o motivo é de alegria e sinto-me honrada por poder registrar o meu comentário sobre o seu poema maravilhoso sobre ser mãe.
Creio que essa expressão revela o que sinto: Ser mãe é estar atenta para a vida,
Será que precisa ser dito mais alguma coisa?
Creio que não.
Parabéns, amiga!
Eliane Gonçalves***


L
eila, a poesia construída pela Márcia jorra uma energia capaz de resgatar algo bem próximo do 'realismo fantástico materno'. Brilhantemente!
Um grande abraço!
Dalton França


E
ste convite de Márcia, é uma dupla aurora, pois aqui estou diante de duas grandes Mulheres escritoras, Leila e Márcia, que venho acompanhando sua trajetória literária, e aplaudindo de pé, obrigada por dividir estes momentos tão especiais de sua vida em vida Márcia, seu soneto , como sempre é soberbo, com admiração e respeito,
Efigênia Coutinho


M
adalena querida, você sempre com uma palavra energética de carinho. Obrigada. Há sonetos que falam de sentimentos eternos. Porém, o de Márcia, vai além: frisa o tema do silêncio e do ensimesmamento, principalmente dos jovens, diante de momentos em que eles se sentem muito feridos, precisando de recolhimento. O bonito é a visão do ângulo materno: da aflição da mãe por pouco poder fazer, a não ser proteger a recuperação silenciosa do filho machucado.
Bjs, Leila


E
liane, é lindo este verso, não é? Mas acho que o que ainda me cativa mais são os: "(...) para acalmar o coração inquieto/ do filho que se fecha em seu afeto". Acho que estes dois versos abrem a perspectiva e fazem com que, mesmo quem não tenha filho, sinta a inquietação de uma pessoa pelo coração inquieto de algum amigo, parente ou namorado, que se fecha, de repente, mudo, trancado em sua tristeza labiríntica.
Beijos, e ótimo sábado, Leila


O
POEMA É MUITO BOM, O COMENTÁRIO TAMBÉM... A ATITUDE E DISPONOBILIDADE DE LEILA DE NOS ABRIGAR A TODOS NA SUA UNIVERSAL AMIZADE POÉTICA... ESTAMOS NUM MOMENTO SUPREMO AO LER OS DOIS TEXTOS...
ROGEL SAMUEL


P
ai de adolescentes, sei bem o que a mãe deles e eu mesmo sentimos... o coração apertdinho, a coragem de dar-lhes coragem. Como diz Márcia, comovente.
Adroaldo Bauer


M
árcia,
você é dessas pessoas que tem um encantamento próprio, não porque não nos conhecemos pessoalmente, mas pelo o que escreve, a técnica que você domina para expressar o seu conteúdo. Parabéns por mais esse lindo soneto em homenagem às mães. Você é uma alvorada de luz na internet esse meio de comunicação tão frio e perigoso.
um abraço,
Mauro


M
uito lindo e comovente, a poesia e o comentário também. Envolvente até o fundo onde a alma arrepia por aqueles sentimentos difíceis de se falar sobre.
beijo
Tania Montandon


M
árcia não sabe disso mas é uma das responsáveis pela minha gradual reaproximação aos sonetos. Admiro muito sua poesia, Márcia - ela sempre nos mostra verdades que permaneciam antes meio nebulosas. Os adolescentes têm mesmo seus momentos de silêncio quando se encontram mergulhados nos caminhos que lhes são próprios. E é preciso ter essa sensibilidade de que aqui se fala para não "profanar os templos".
A forma e o conteúdo do soneto está perfeita.
À Leila os parabéns pela casa que se renova de uma forma sempre competente.
abraços.
Marco Bastos.

18 maio, 2009

Laços Lassos


Soneto lindo, deslisa na pele e nos neurônios. Técnica esmerada de ritmo e rima, simplezinho como um diamante e pungente como uma lágrima. Dá prazer, ler preciosidades dessas, universal, passível de ser traduzida em qualquer e todo idioma hoje, ontem, ou daqui a mil anos. Enterneceu este começo de madrugada, antes de mergulhar na aridez da composição do jornal. Salvou o dia, obrigado.
Caio Martins

Contundência transparente, densa como pedra, direta como flecha. Travessia num deserto sem deixar pegadas ao mergulhar em si (consciente dos pedaços).Bom dia, Márcia.
Marco Bastos

Márcia,o seu Soneto é um deleite e um presente para os leitores que apreciam a boa literatura. Ainda mais no Dia dos Namorados... Sua técnica é perfeita e seus versos são sonoros, musicados com a melodia do seu talento e o ritmo da poesia que escorre em suas veias. Parabéns, amiga.Chris Herrmann

Que linda amostra da alma mulher, a se deixar revelar na espontaneidade de descobrir-se até no ato do escrever/dizer, com a transparência do coração na beleza de um soneto!beijinho
Tania Montandon

Márcia, um soneto muito rico, como sabem ser os seus. Prazer que pela retina agrada o ouvido interno. E que expressivamente bem escolhida a fotografia! Não poderia ser diferente, gostei mesmo de tudo.Beijos
João Esteves Alves

Estruturalmente perfeito, com essência deliciosa, típica de Márcia, uma mestra que sobe a cada dia.Beijos,
Jorge Sader Filho

Que bela estrutura e que versos gritando vida! Márcia, continue nos brindando com peças assim ricas,deixe-as fluir e nós as degustaremos como a um bom vinho... lenta e repetidamente.Parabéns e um carinhoso beijo.
Pedro Da Ros

Oi Márcia, saudades.
Você depois do Livro No Verde dos Teus Olhos , se tornou mesmo uma sonetista e grande. Raros os poetas atuais que escrevem o soneto clássico de forma tão correta. O mestre BernardoTrancoso, Nathan, Diógenes, Loures, alguns que lembro, assim num repente. Outros mais eu conheço com certeza, mas não são muitos. É uma arte que não se pratica muito, sendo mais comum a poesia livre. Nada contra, mas, mesmo apreciando muito os poetas assim, tenho uma admiração maior pela poesia rimada e bem metrificada.
Seus sonetos são muito bons, usando a técnica sem perda de inspiração poética.
Beijos mil do amigo, Manoel Virgílio

Poema para Márcia Sanchez Luz
Rogel Samuel

são laços? são abraços
laços que se desfazem
laços amorosos, pêndulos
lassos de quem sonha
com essas formas desertas
com essas ancas que ondulam
com essas curvas de dunas nuas
curvas de partes suas
ciladas fáceis escorregam
nos passos da descoberta
da seda dos seus desejos
e minhas rimas de aço


Na produção literária há composições restritas, de simbologia particular e cuja "semantiké" é parca. Outras têm voo de longo alcance no tempo e espaço, pela ampla abrangência humana, não temática, exclusivamente. A primeira é pobre, por pessoal. A segunda, é rica, por universal. É nessa categoria que Márcia, acima de quem, e quando, e onde, presta sua homenagem à poética e à Poesia. Impecável na forma, no estilo e no conteúdo. Guilherme Jr.