07 abril, 2013

Tradução de A Morte dos Pobres, de Charles Baudelaire


Baudelaire, o "Poeta Maldito", sacudiu preconceitos e conceitos de sua época. Parabéns, Márcia, pela tradução esmerada e fiel ao conteúdo. Seu talento se revela, magistral, no carinho com que trata o talento alheio, mérito indiscutível de humildade decorrente de sabedoria. 
Caio Martins

Márcia Sanchez Luz ressuscitou-me a ânsia de ler sonetos. Confesso, antes de conhecer "O Trabalho de Luz" dela, tê-los deixado apagar em minhas leituras durante a vida. Ao ler a Márcia, agora desmorro mais à vontade, e ela ainda nos presenteia mais no Baudelaire profundo, com esta fina tradução que somente outro poeta grande poderia arriscar-se em fazê-lo. 
Há de se ter muito talento, há de se estar num céu de excelência, feito só para estes tipos de poeta, estes como Márcia, que trazem nossa alma à tona, que encanta a ponto de inspirar mais poesia, mais vida. E luminosidade! (ela tem isso no nome). Isto é o céu da poesia. E em por falar em céu cito [dela mesma em "Ser(afim)"] o que é M.S.L. hoje pra mim:

"É bem difícil achar
no meio da multidão
um ser assim singular!"

Parabéns, Márcia, parabéns!
Fabbio Cortez


Não sei como se traduz um poema mantendo a métrica e a rima.
Excelente trabalho, Márcia. 
Quanto à essência, só tenho uma palavra: grandioso!
Jorge Sader Filho


Para ler a tradução de Márcia Sanchez Luz, clique no link: http://marciasl2001.blogspot.com.br/2011/04/baudelaire-por-marcia-sanchez-luz.html

25 março, 2013

Delitos de amar


Querida Márcia: para os indígenas, mito é realidade; o mito também é carregado de mistérios e pode até explicar as ações humanas em busca da verdade subjetiva. Gosto muito do senso do mistério que habita os seus sonetos. Parabéns.
Grauninha (Graça Graúna)


é um soneto interessantíssimo, clássico, em que nós nos perdemos no jogo especular entre ser e imaginar...



Mi querida Marcia: Eres una gran experta en la composición de hacer sonetos. Una de las modalidades más difíciles en la poesía, pues además de la métrica y la rima llevan una gran carga de contenido poético. Los he leído todos. Supongo que al último a que te refieres es "Delitos de amor". Es un poema precioso lleno de desilusiones y reproches que nos llevan un mucho a la desconfianza amorosa.

Te felicito muy sinceramente.

Un abrazo
María Sánchez Fernández



Márcia, Márcia, é muito bonito!

Não me lembro que lesse coisa tão perfeita em arte e tão sugestiva, tão próxima da realidade.

Veja o soneto de Raimundo Correa, que igual é belo, e, como o teu marca um sentimento universal:

"Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja a ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!"

(Raimundo Correa)



Mesmo eu sendo repetitivo, Márcia, a expressão é "impecável", sobrepassando sua inigualável técnica pela profundidade dos conceitos. É universal, fala e cala fundo em quaisquer idiomas por tocar, cuidadosamente, na essência humana... As certezas geralmente imobilizam... as dúvidas, nos levam a patamares mais elevados da existência, mesmo quando "inventamos". 
Beijos, minha querida amiga.
Caio Martins


Querida, você tem a habilidade de falar de um único tema - amor - sem se repetir. Acho isso ótimo, porque é preciso ter muito fôlego e criatividade para tanto. E gostei muito dos novos visuais de seus blogs. Beijo carinhoso, Leila. (Leila Míccolis)


Márcia, você tem sempre alguma surpresa. Desta vez foi o muito bem feito desenvolvimento do poema, como se fosse uma história. Fico pensando quando este nome vai explodir!

Beijos,


"Gosto muito do senso do mistério que habita os seus sonetos." - Graça Graúna
Marcia,

Não resisti citar o comentário que nossa super Graúna fez sobre teu estilo. É exatamente o que acho. Teus poemas sempre chegam em boa hora e  fazem provocações no "imaginário" de quem te lê.

Grande abraço, meu carinho e admiração!

Gilia (Gilia GerlinG)

"Delitos de amar", que acabei de ler, é um excelente soneto, em sintonia com a qualidade a que me habituaste. Aproveitei para ler outras peças poéticas tuas, que identicamente me encantaram.

Abraço afectuoso do amigo Eugénio (Eugénio de Sá)


Oi, Márcia!

Ante a eterna dúvida sobre o sentir-se amado, a invenção do delito: Delito de amar. Muito bacana a sacada! Abraços,
Rizolete (Rizolete Fernandes)


Nem vou falar da forma do seu soneto, Márcia, pois você e toda a torcida do Corinthians sabem que ela é um primor. Mas quando se olha pra esse conteúdo tão denso dos fingires inerentes ao amar, você vem e nos carrega pra dentro dele sem a menor cerimônia e mostra o que seria mas não é enquanto está sendo. E é desse universo desarrumado que temos medo; as probabilidades infinitas que você acena enquanto surfa em algumas abrem um horizonte onde os mais frágeis jamais se aventuram. Mas invejam.
Aracéli Martins


27 junho, 2012

Turbilhão no céu - Agraciado com o Prêmio Bem Te Vi


Olhos que veem e entendem com o coração essa visão. Acima de nós, à nossa volta o mundo se oferece em espetáculo e sentido. Bom existirem pessoas como a Márcia que nos alertam os olhos e os ouvidos para a vida profusa e pródiga, para o trabalho sem descanso do mundo.
Aracéli Martins – São Paulo


A poeta MÁRCIA SANCHEZ LUZ nos surpreende cada vez mais com seu apuro estético. Quando pensamos que já atingiu o nirvana, ela vem e nos mostra uma beleza ainda além. Sua poética ao mesmo tempo clássica e moderna, densa no espírito e fluida na voz, simples no intento e elaborada na arte, tudo isso nos dá vontade real de lê-la: dá prazer ler a Márcia!
Fabbio Cortez – Rio de Janeiro


Belíssimo soneto. Hoje em dia, ele se põe como o Sol no ocaso, morrendo aos poucos, mas, retorna e brilha - teu soneto - e nos enche de esperança, minha linda poetisa, e doce criança.
abraços,
Mário Scherer – Porto Alegre


Márcia, só há beleza no verso quando a emoção nos encontra e os seus trouxeram-me lágrimas de alegria ao descrever a rotina de um dia.
Vc não precisa de loas, mas te acarinho porque és impar em versar bonito.
Um terno abraço, querida Poeta.
Lígia Saavedra - Ananindeua, PA


Diria, não fosse demasiadamente singelo, que em "Turbilhão no céu" Márcia se autorretrata não só por ser uma força da Natureza, mas, principalmente, pela criatividade, sensibilidade e inteligência humanas. Há que ler com atenção, pois que nas entrelinhas a universalidade fala de fatos essenciais. É, ao mesmo tempo, solene sinfonia e festeiro brinquedo de roda...
Caio Martins – São Paulo


“Foi como o despertar de uma esperança / que morta se mostrava..." - belíssimo soneto, cuja métrica decassilábica parece ritmar a emoção de uma artista que prima pela sensibilidade.
A poesia de Márcia é assim: respira palavras.
Lindo, rítmico, métrico, mágico.
Parabéns, poeta, pessoa, artista Márcia Sanchez Luz.
Com carinho, respeito e admiração.
Luiz Poeta - Rio de Janeiro - Brasil


Querida Márcia,

a natureza, pródiga pintora,
eleva o céu à tela de beleza,
e vens, na tua verve encantadora,
cantá-la em tom maior de realeza.

Meu aplauso e meu abraço.
Regina Coeli – Rio de Janeiro


É um HINO À CRIAÇÃO. E Deus fez o Mundo... e Márcia o pintou e cantou!
Saudações poéticas.
João Coelho Santos - Portugal


Márcia se afirma, a cada nova publicação, como uma das melhores sonetistas da Língua Portuguesa.
Cicero Melo - Recife


Márcia,

Incansável guerreira das letras, seus poemas, verdadeiramente, expõem a beleza das letras.
Adoro o brilho de suas criações.
Abraços,
Paulo Roberto Bornhofen – Blumenau, SC


Cultivar, nos dias de hoje e com tamanha maestria, a forma do soneto, é algo realmente muito raro.
Obra de ourives esta sua lavra mais recente. Meu aplauso, Márcia!
Marcelo Pirajá Sguassábia – Campinas, SP


Márcia,

Descrição da natureza, com sensibilidade e agregando tons próprios, ficou lindo. Você se desincumbiu otimamente do tema, um dos meus preferidos, poeta, parabéns!
Rizolete Fernandes - Caraúbas, Rio Grande do Norte



GRANDE LUZ,
QUANDO O CÉU PARIU
O SOL,
TU ESTAVAS LÁ COM TUA
POESIA AZUL.

ANTONIO DE CAMPOS - Pernambuco


Incansável a peregrinação
Por teus caminhos
Que verso e reverso são

Adroaldo Bauer – Porto Alegre


15 abril, 2012

Crítica de Fabbio Cortez

Todos sabem que há no chamado “meio literário” a contracorrente linguística (um certo desvio na estrutura da língua portuguesa) de chamar poetisas de qualidade de "poeta", pondo o termo como comum de dois gêneros (muito provavelmente partindo do famoso poema de Cecília Meireles, em que ela se diz poeta). Mas isso, a meu ver, se deve simplesmente à característica masculina do idioma: quando dizemos “Todo homem é igual em direitos e obrigações”, abarca-se homens e mulheres. Entretanto, fazer o quê? Tende-se à divisão “mulher poeta” e a simples “poetisa”, esta última como sendo qualquer mulher poetastra.

Esta breve introdução, faço-a despretensiosamente, sem obviamente o desejo de ir fundo na questão; é somente para dizer o seguinte sobre Márcia Sanchez Luz:

Ela é POETA: pois primeiro arquiteta a si e ao mundo utilizando-se de projetos inteligentes, refletidos, estando acima da questão controvertida acima disposta – pois que hoje sabemos valer verdadeiramente a capacidade profissional da pessoa, não importando se é homem ou mulher; depois, Márcia edifica a verdadeira poesia com materiais-palavras de construção de qualidade e fortaleza; e então, por final, para e mira sua obra, a flertar com a excelência que os gênios da arte exibem com naturalidade.

Mas Márcia também é POETISA, sim, a quebrar o paradigma das tendências ordinárias e superficiais, por ser ela toda feita de feminilidade, mas de feminilidade séria, não piegas, exacerbando da sensibilidade própria das mulheres fêmeas na alma, e que não têm medo de mostrar isso a quem quer que seja. Assume o risco por saber quem é e a que veio, por estar completa em si, no âmago, em sua intelectualidade.

Ao sonetar ininterrupta, digna e belamente, Márcia demonstra-nos, então, como é possível sermos livres diante dos aprisionamentos da vida, a que todos estamos submetidos. Ela consegue transitar plenamente liberta na difícil forma fixa que a espécie de poema que ela mais domina normalmente impõe. Sua poesia tem técnica e sensibilidade, é arquitetura e paixão: por isso Márcia Sanchez Luz é, para mim, POETA e POETISA!

18 dezembro, 2011

Acalanto


Márcia, eu, pobre trabalhador da palavra e ansioso crônico, um tanto quanto impaciente para ler formas fixas, declaro: seus sonetos me convertem, dão-me a calma necessária para lê-los fluida e docemente. Poucos conseguem isso, poeta; talvez alguns Vinícius da vida, outros poucos. Você é primorosa no que faz, seus textos têm gestos delicados e, paradoxalmente, batem forte no peito da gente!
Fabbio Cortez


Márcia,
Fui sôfrego até seu site e me embebedei do seu lirismo contagiante. A sua poesia é puro encantamento e, para mim, se a poesia causa estesia é verdadeira. Seus versos têm uma beleza impar. Você nos pega com a suavidade de uma ninfa e nos conduz para os meandros do amor e da paixão. Parabéns,
Edson Gonçalves Ferreira


Márcia, que formosura de soneto!
Às vezes penso que esta forma inesgotável que é o Amor não fabricará mais surpresas, mas me desmente a realidade em versos como os seus.
Um parabéns! Um abraço e um beijo.
Lígia Saavedra


Márcia sempre surpreende. Não só pela forma (perfeita - sabe das ferramentas que utiliza), como pelos conteúdos (universais, traduzíveis em qualquer idioma e inscritos no Tempo).
A escolha preciosa de cada palavra e a sobriedade da constatação de sentimentos nos remete, sem subterfúgios, ao amor que sonharíamos - permitido fosse aos meros mortais - usufruir dos misteriosos desígnios das Graças e das Musas: estas capazes de transformar guerreiros em poetas, aquelas, de nos implicar na beleza da vida. Um privilégio desfrutar de sua Arte, Márcia.
Caio Martins


Esse amor que enfrenta o relento e não se prende necessariamente a alguém em particular é o mesmo de que falam Rumi, Tereza D'Ávila e Juan de la Cruz. Você fala disso nesse poema, Márcia. Amores findos,mas Amor força motriz do universo, vivendo em nós e além de nós.
Reconfortante como uma noite a passar devagar, com todos os seus sons.
Aracéli Martins


Márcia,
Mais uma vez você nos presenteia com uma bela criação poética, em forma e conteúdo.
Somente a sensibilidade de um grande poeta (poetisa) é capaz deste nível de criação.
Cabe a nós, meros mortais (desculpe a falta de imaginação, rsss)admiramos a criação e a criadora, configurando-se em um maravilhoso acalanto para nossas noites invernais.
Abraços,
Paulo R. Bornhofen


Sempre uma felicidade ler tua mágica inspiração rompendo as cadeias férreas do soneto.
Adroaldo Bauer


Márcia, minha querida poeta. Poeta do coração, deste coração combalido, mas teimoso. O que dizer deste Acalanto que me tira lágrimas!!! Você pega fundo na alma e entra desinibida com a segurança de quem é de casa e vem com tantas luzes e cores que me descontro e me descontrola a emoção. E você sabe bem o porquê.
Beijos
Airo Zamoner


Querida, gosto muito deste seu poema, fico feliz que você tenha postado, para acalentar-nos, coletivamente.
Beijos,
Leila Míccolis


Márcia,
Mais uma vez surpreendes. Aliás surpreender não é mais o termo. Nem cabe mais quando já é uma certeza. Sim porque a certeza - ao recebermos mais um soneto de tua lavra - é uma espécie de coroamento da esperança de encontrarmos a pura poesia, a paixão, o amor, a sede da espera que é contemplada pelo amor sedento...
Tudo, enfim, nos preenche esta lacuna do querer que se completa ao fim de cada verso, ao epílogo de cada soneto.
E é tanto assim que se planta - em nós - a semente de outra esperança. Até que novo e-mail chegue convidando-nos a degustar contigo o bailar suave das letras que se fazem poema em teus poemas.
Que Deus te conserve assim e te abençoe sempre,
Luiz Eduardo Caminha


Cara Márcia,
Dei uma passeada matinal por seus poemas. Por mais que se queira – e é uma bobagem tentá-lo – não é possível elidir a óbvia diferença de gênero. O eterno feminino é real. Seus poemas são poemas de uma mulher. Me lembra a divina Florbela Espanca. Homens e mulheres, seremos sempre, uns para os outros, um mistério.
Um abraço.
Carlos Figueiredo


Confesso, meio envergonhado, que não conhecia a sua poesia, Márcia.
Assustei-me até com a força lírica e o domínio técnico que este seu soneto exibe. Impressionante, sobretudo, como a cadência e o colorido interno compensam e revertem a monotonia que seria natural em sequências de rimas de mesma tonalidade. E gosto muito do uso dessa tonal que você repete: diversas/ trevas verve/breve: este "r" prestidigitador, passando a perna nos nossos olhos auditivos.
Abraço
Wilden Barreiro