04 abril, 2011

Repercussão da publicação em “Cicero Melo – Os poetas explodem!”


Entrar em contato com a poesia madura de Márcia Sanchez Luz foi para mim a surpresa mais extraordinária que tive nos últimos tempos. Domina as técnicas de versejar, de tecer o poema como uma qualidade, uma perfeição, com uma facilidade, principalmente no soneto, que raramente se encontra nos poetas deste país. Séria, amorosa, sensual, por vezes, sutilmente erótica, Márcia me encantou. Procurei comprar tudo que ela já publicou. Já li dois dos seus livros e a cada leitura me encanto mais. Além do mais, a menina é tradutora competente de Inglês e Francês e já está traduzindo o meu livro que será lançado em Paris, em março de 2012. Pretendo, em breve, escrever uma apreciação crítica mais aprofundada sobre o seu trabalho.

Cicero Melo (Recife, PE)


Márcia é perfeita! Uma poetisa lapidada com as mãos cálidas da poesia encantadora e bela. Os sonetos de Gregório de Mattos, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Fagundes Varela, Augusto dos Anjos, Castro Alves entre outros, todos mestres nesta arte podem, se colocados lado a lado aos de Márcia, compor um belo Mural.
Um abraço,

Lígia Saavedra (Ananindeua, PA)


Quando fiz a minha pesquisa -- que durou 14 anos -- para publicar a coletânea "100 Poemas Essenciais da Língua Portuguesa" tive muita dificuldade em encontrar autoras, até o Século 20, quando as mulheres começam a aparecer, de forma mais intensa. Os poemas de Márcia, ao usarem um formato introduzido, em nossa Língua, por Sá de Miranda, que viveu na Itália na época em que lá surgiu o doce still nuovo, seguem essa tradição clássica mas trazem a força do mundo moderno, traduzida pela quase predominante participação da mulher na poesia em Língua Portuguesa.

Carlos Figueiredo (São Paulo, SP)


Se pudéssemos medir Márcia de uma forma acadêmica diríamos que seus sonetos traduzem a matemática que cadencia a poesia. Mas definir um poeta por uma ciência exata é uma loucura, diriam. Vá lá! Também eu penso assim! Então definamos Márcia apenas como uma poetisa que exprime a perfeição na poesia que faz, nos sonetos que compõe e, invariavelmente, seguem as regras e a métrica apesar de burlá-las na mente com a viagem que proporciona a quem os lê. Márcia é só isso, a perfeição feito poesia. Que Deus a abençoe sempre assim. Porque só assim, desse jeito... Já nos basta!

Luiz Eduardo Caminha (Florianópolis, SC)


A Márcia tem o dom da construção dos sonetos: com toda a propriedade seus versos sobejam criatividade mesmo submetidos a regras previamente definidas. Essa a graça.
Abraços,

Pedro Du Bois (Itapema, SC)


Parabéns pela publicação de algumas preciosidades da Márcia. Em todas suas criações nivela a literatura "por cima", seja na forma, seja no conteúdo, sempre sensíveis esmerados. É, sem dúvida uma das melhores expressões da poesia contemporânea.
Forte abraço.

Caio Martins. (São Paulo, SP)


É um prazer encontrar quem faça do soneto a forma de expressão para a sua poesia. Apesar de todos os "movimentos" poéticos, alguns dos quais não deixam de ter o seu valor,o soneto resiste desde Petrarca, desafiando o poeta a seguir todas as suas regras que parecem feitas para limitar e desafiar a sua criação. Achei lindos os seus sonetos, e como também os faço, não com o brilho que os seus apresentam, envio-lhe um dos meus, para que você saiba que tem companhia...

Théo Drummond (Rio de Janeiro, RJ)


A primeira vez que li um soneto de Márcia, fiquei impressionado com a pureza e autenticidade do mesmo. Vieram outros. Belíssimos sonetos!
Beijos.

Jorge Sader Filho (Niterói, RJ)


A Márcia ao som do silêncio compõe uma carreira literária rara. Fazer poesia com beleza e simplicidade.

Mauro Lúcio de Paula (Belo Horizonte, MG)


Querida Márcia, sempre é um grande momento poder ver sua boa poesia sendo divulgada por grandes nomes de nossa Literatura. Eu rendo-me a sua pessoa, aos seus belíssimos Sonetos, desejando cada vez mais sucesso.

Efigenia Coutinho (Balneário Camboriú, SC)


Sob as normas técnicas que regem a construção dos sonetos, nada há a observar quanto à perfeição dos sonetos de Márcia Sanchez Luz, virtude essa que se torna ainda mais expressiva pelo sentimentalismo com que constrói os seus versos. São 10 belos sonetos, realmente! Como é bom ler poesia de quem entende do assunto. Meus efusivos parabéns a ela!

Humberto Rodrigues Neto (São Paulo, SP)

28 dezembro, 2010

Novo livro de Márcia Sanchez Luz


Editora Protexto lança Quero-te ao som do silêncio!, livro de sonetos de Márcia Sanchez Luz, prefaciado pelo jornalista Caio Martins e quarta capa com comentários de Leila Míccolis, Rogel Samuel, Graça Graúna, Marco Bastos, Jorge Sader Filho e Airo Zamoner.


"Márcia trata a forma poética como artesã, dominando materiais e ferramentas nos limites das potencialidades. Entalha e esculpe, pinta e tece sem esforços, lapida e compõe em ritmo impecável, como que em métrica de cadência sinfônica.

Há que ter, todavia, inteligência e sensibilidade para deles auferir dimensões humanas tênues e vitais, pois Márcia torna-se, pela límpida criatividade e autonomia, numa referência para quem vive significados intensamente.

E nos chega suavemente e sem alaridos, transcendendo a mera alegoria e revelando, aliciente e plena, até do mais corriqueiro, a Poesia. "Quero-te ao som do silêncio!" é um convite a partilhar desse encantamento."

Caio Martins

Capa: imagem do quadro "Despida de Gravidade", do artista plástico Gustavo Saba, gentilmente cedida pelo autor.

Para adquirir o livro, clique na capa ou acesse o site da Editora.

30 junho, 2010

Atitude


Poema seu é sempre completo, perfeito, lindo.
Rogel Samuel


Márcia,
Muito linda a sua "Atitude", a sua alternativa diante da vida! Sem banalidades, sem irracionalidades! Assim o pulsar das veias, assim a brisa, assim se ameniza a dor!
Muitos beijos,
Leninha


Belíssimo ritmo. Métrica impecável. Fecho de ouro. Tema instigante. Tudo resultou num soneto primoroso.
Um beijo
Parabéns!
Prossiga!
do amigo de sempre
Airo Zamoner


Márcia,
que sabedoria esta sua de não ficar agarrada a enroscos! Sem mencionar o domínio da forma, numa expressão solta, do jeito que se fala com as pessoas.
Bom de ler e bom de pensar depois.
Abraço da Aracéli.


Marcia,
Pessoas especiais, como você, jamais conseguirão falar ou escrever coisas banais ou casuais! Aplaudo, mais uma vez, um poema seu.
Abraço,
Gilia GerlinG


Márcia valoriza o soneto sem enfeitá-lo com firulas e lantejoulas, menos ainda metê-lo numa fôrma. Deixa que flua, sustenta o ritmo com delicadeza e deixa, às palavras, espaço para que se acomodem cúmplices, como que escondendo segredos. Em "Atitude", os de uma lição de vida.
Caio Martins


Márcia, adorei o poema. Faço minhas as palavras do Caio Martins sobre a tua poética.
Mas observe esses comentários:

"Não gosto de falar do que é banal
nem sei gostar do paladar imposto"

Pois é, Márcia, da cidade da banalidade a fofoca é a prefeita...

"Não gosto de falar do que é causal
se não puder sanar o mal exposto"

Melhor deixar esses tipos de assunto pra falarmos só com nossos Psicólogos; eles têm os métodos para trazer as causas à tona e ajudar a lidarmos com o mal que se expõe

"Na vida busco sempre alternativas
que me assegurem o pulsar das veias
e me garantam sobras, se à deriva"

Fora da exatidão da física, nem sempre a menor distância entre dois pontos é uma linha reta; na vida aventuramos por quebradas, estradinhas vicinais para chegarmos ao ponto desejado. Leva mais tempo, mas normalmente a paisagem é mais bonita

"Assim o vento chega como brisa,
a dor imensa fica suportável
e a causa do tormento se ameniza"

Taí a metáfora da grande meta dos homens de bem, sem ganância, que só almejam levar uma vida dígna, desfrutando das coisas simples e essenciais como a brisa, o calor humano: bálsamos que amenizam as dores.

Parabéns pelo belíssimo soneto repleto de filosofia & lirismo, Márcia
Beijão do Chico (
Assis de Mello)

01 junho, 2010

Homenagem de Humberto Rodrigues Neto


MÁRCIA:

O teu formoso rosto de mulher
é em tudo igual aos das imperatrizes,
e em cada verso teu faz-se mister
gozar do estro que nos faz felizes!

Perfeita nos quartetos e tercetos,
e a usar com todos de gestos corteses,
é impossível não ler os teus sonetos
por três, ou quatro, e até cinco vezes!

A essa alma pródiga de bens sobejos,
que faz dos belos dons um quase vicio,
expresso aqui meus sinceros desejos
de que hajas tido um feliz natalício!

Humberto Rodrigues Neto
Maio de 2010

20 abril, 2010

Caio Martins visita "O amor no sonho"


Márcia Sanchez Luz trata a forma poética como artesã dominando materiais e ferramentas nos limites das potencialidades. Entalha e esculpe, pinta e tece sem esforços, lapida e compõe em ritmo impecável, como que em métrica de cadência sinfônica.
A dura e rígida fôrma do soneto, em suas mãos, torna-se forma permeável fluindo delicadezas e suavidades no uso do idioma e sua abrangência.

De aí a eloquência do conteúdo libertar-se do "... laço – algoz e taciturno – que avilta, agride - ..." da mesmice e cada palavra, cuidadosamente eleita, chegar intensa e mansamente à alma, "flor que finge desapego". E de aí a universalidade - essência da arte gerada não para si mas para o mundo - não lhe negar jamais expressão em suas infinitas linguagens. Márcia transcende a mera alegoria e revela aliciente e plena, até do mais corriqueiro, a Poesia.

Caio Martins – jornalista, escritor e fotógrafo

03 março, 2010

Soneto de João Justiniano da Fonseca

LOUVAÇÃO A MÁRCIA LUZ
João Justiniano
02-03-010

“As armas e os barões assinalados”,
Do mundo inteiro, clássico e moderno,
Não dizem do mais belo e do mais terno
Melhor do que os sonetos bem criados.

Trabalha-os na lira, e, trabalhados,
Adorna-os de amor, e os põe, à externo,
Para que os apreciem o hodierno,
E os amem os amantes seus amados...

A poeta é feliz e em si se cria
O original mais belo à luz do dia,
Que transfere aos poetas seus irmãos.

Por isso, e só por isso unicamente,
Quisera desdobrar-me em fogo ardente,
Para louvá-la eu, por mil Joãos.