03 Março, 2010

Soneto de João Justiniano da Fonseca

LOUVAÇÃO A MÁRCIA LUZ
João Justiniano
02-03-010

“As armas e os barões assinalados”,
Do mundo inteiro, clássico e moderno,
Não dizem do mais belo e do mais terno
Melhor do que os sonetos bem criados.

Trabalha-os na lira, e, trabalhados,
Adorna-os de amor, e os põe, à externo,
Para que os apreciem o hodierno,
E os amem os amantes seus amados...

A poeta é feliz e em si se cria
O original mais belo à luz do dia,
Que transfere aos poetas seus irmãos.

Por isso, e só por isso unicamente,
Quisera desdobrar-me em fogo ardente,
Para louvá-la eu, por mil Joãos.

5 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Vê? Não só sou eu a apontar a segura poetisa!
Agora é só firmar-se com concreto bruto e sólido.
O início está consolidado.

Beijos
Jorge

Caio Martins. disse...

Justa, a homenagem. Márcia, que "em si se cria", constrói cada um de seus poemas e sonetos como se lapidasse um diamante único, buscando suas refrações mais raras e ousadas, tênues e, mesmo, dissonantes. Os musica, em sinfonia.

Nós, simples mortais, aplaudimos.

Parreira disse...

Um soneto que gera outro soneto que geram mais sonetos.
Viu só a máquina que vc põe em movimento, Márcia?


Bjs do

PARREIRA

Paulo Roberto Bornhofen disse...

"A poeta é feliz e em si se cria
O original mais belo à luz do dia,
Que transfere aos poetas seus irmãos."

Esta é a Márcia em seu explendor criativo e generosidade. Muito justa a homenagem.

Abraços,

Paulo

Adroaldo Bauer disse...

a poesia não naufraga, mesmo sob a torrente, nem encalha ou encroa... ela verte emoção e vagas tantas que reverba a paixão.