15 dezembro, 2009

Cicatrizes

Que maravilha de soneto, Márcia, tão bem escrito quanto redigido (sim, vejo grande diferença entre os dois termos). Lembrou-me um pouco- na forma de expressão do sentimento- Elizabeth Barret Browning, mas só um pouco, pois ela não era sonetista e o paralelo para aí; teus sonetos têm a Luz de Márcia Sanchez; os da inglesa Browning eram mais amarronzados.
Um beijo, Márcia !!!
Assis de Mello


Como sofro, entrementes, desse mesmo mal da infecção lírica crônica, também este soneto pegou na veia. Penso às vezes que a solidez do conhecimento e da maturidade são desvantagens, mais emocionante seria a eterna explosão "festeira" (gostei dessa palavra) romântica ou erótica, irresponsável, dos hormônios acarretando cios que, estupidamente, são chamados de "amor", sendo mera paixão. São, minha querida, mais divertidos...
Caio Martins


Marcia, que soneto bem doído mas suave.
No estilo do mestre Luis de Camões mas sem perder a tua originalidade de sempre, que é tão bem-vinda e adorável de ler.
Abraço e aplauso!
Gilia GerlinG


As palavras são facas que cortam profundo. Mas o perdão, em contrapartida, ainda é o remédio mais eficaz.
Fico lisonjeado em ter sido escolhido por você para comentar. Não sou muito de fazer média e nem de dourar aquilo que por si só vai enferrujar.
Ler os teus poemas, no entanto, renova. Isso é o que vale e estimula.
Bjs.
Claudio Parreira


Márcia, minha querida poeta
Assisto extasiado o seu trilhar pelas ruelas da poesia, vendo a cada novo passo, a cada novo verso, a cada nova estrofe e a cada novo soneto como este, a confirmação do destino de poeta de escol reservado pra você. Ah, como eu queria tanto estar bem mais perto de você, caminhando juntos por esta trilha poética.
Um beijo
Airo Zamoner


Mais este brinde com seu soneto Cicatrizes, e o Imaginário segue seu destino de espalhar belezas poéticas blogosfera a fora.
Você produz beleza exatamente com cicatrizes (coisa que no concreto antes se procura esconder).
Eis sua arte!
Cabe-me apreciar.
A moderação corre por conta de minhas próprias peripécias, que de poéticas nada possuem.
João Esteves Alves


Audacioso e forte, o "Cicatrizes". O que me impressiona em você, Márcia, é a maneira com que nos convence das suas verdades.
Beijo
Jorge Sader Filho


Márcia,
a sua sensibilidade humana às vezes suplanta à poética, a máxima do Fernando Pessoa não se aplica à sua poesia de que o poeta é um fingidor, você não finge, mas sente e sabe externar com poesia e arte. Parabéns, minha poetisa preferida.
Mauro Lúcio de Paula


Amei seu poema, diz muito do que se passa em nosso cotidiano, muitas vezes nem percebemos, mas costumamos fazer/dizer. Nos leva à reflexão sobre a importância das palavras, do uso que fazemos delas.
Parabéns, minha querida. Muito lindo mesmo!
Bjus
Lucy Nazaro


Deveras belo e sensível teu poema, querida! Admiro as tuas profundidades poéticas, um lugar de amadurecimento do ser.
Beijos!
Fabrício Brandão


Márcia, demoro a vir mas quando chego aqui - felizmente - só me deparo com lirismo e encantamento.
Parabéns! Seu poema permite pensar que uma feia cicatriz também pode transfigurar-se em uma bela tatuagem. É só encontrar o artista munido de competência e sensibilidade para tal.
Um beijão!
Dalton França


Olá, Márcia. Sempre me compraz ler suas poesias e redobro a atenção para sentir no ritmo e na sonoridade a perfeição da forma. Nesse aspecto nunca me surpreendem. No entanto ao terminar de ler, sempre admiro a leveza e a autenticidade com que sua poesia percorre momentos tão difíceis e ainda revela a nobreza dos sentimentos. E é isso que principalmente a faz bonita.
Abraços.
Marco Bastos


Olá Márcia,
aqui lendo e sorvendo desse lirismo maravilhoso. teus sonetos sempre aquecem o coração do leitor.
Parabéns a ti.
Abraços e tenha uma linda semana viu!
daufen bach.


Os versos sao fluidos e sonoros, perfeitos para a leitura em todos os seus sentidos...
Rogel Samuel

16 outubro, 2009

Texto de Luiz Eduardo Caminha


Falar de Márcia Sanchez Luz é falar de modernidade, de contemporaneidade. Márcia é, com certeza, uma das mais frequentes escritoras na maior ferramenta de comunicação da atualidade, a internet – para nós, brasileiros – ou a WEB, para o resto do mundo.

Entretanto estar presente na internet pode não significar nada, como pode significar muito. Afinal, alguém já disse que a internet deixa passar o que há de pior e o que há de melhor qualidade do mundo. Bem, o espaço é livre e, enquanto livre, é lugar que todos podem freqüentar sem censuras.

E é aí que Márcia se diferencia. Márcia é o que de melhor qualidade a internet tem deixado acessar em termos de literatura. Sua poesia, seus sonetos, suas trovas, tudo em Márcia traz o selo da qualidade. Não é para menos que esteja presente em tantos sítios (ou sites para os poliglotas), além dos seus. E olha que ela tem sido publicada por gente de indiscutível qualidade. Não é por menos ainda que seus sites, de tão atraentes e de tanta qualidade têm sido agraciados com diversos prêmios.

Talvez porque Márcia escreva com a alma. Sua pena é dotada de sentimento. Pena viva, que respira, não como respiram os seres humanos, mas inspira, vagarosamente, para sentir o tocar suave da inspiração e expira para expelir, suavemente, em versos o que lhe ditam as emoções. E Márcia se faz... simplesmente poeta. Poetisa, melhor dizendo!

Márcia é isto e mais um pouco, mas deixemos que vocês possam senti-la em sua entrevista e em seus textos neste espaço.


Luiz Eduardo Caminha

Repercussão da Entrevista para Caminha

Surge uma nova estrela no céu literário brasileiro. Márcia Sanchez Luz, após longo trabalho, conseguiu se impor como uma das mais talentosas poetas da atualidade. Parabéns ao Stammtisch pela divulgação do seu nome.
Jorge Sader Filho - Niterói, RJ


Márcia reflete o pensamento e os sentimentos de todos que têm, na literatura, um modo - não um meio - de vida. Revela-se e nos revela, exige inteligência e sensibilidade para internalizar suas mensagens, sempre simples embora profundamente simbólicas. O Prosa e Verso de Boteco muito se orgulha pela honra de tê-la entre nossos amigos.
Stammtisch está de parabéns por prestigiar tão delicado e, ao mesmo tempo, tão brilhante talento.
Forte abraço.
Caio Martins - São Paulo


Gostaria de parabenizar Luiz Eduardo Caminha pela entrevista e a Márcia Sanchez Luz por brilhar intensamente nela.
Abraço aos dois,
Leila Míccolis - Maricá, RJ


Li e gostei principalmente pela simplicidade com que a Márcia fala das coisas.
É natural nas pessoas despretensiosas, e a sua simplicidade está estampada em seu rosto.
Parabens e tenha uma longa vida, cheia de sucessos.
Um beijo terno deste amigo que a cada dia gosta mais de ver os seus trabalhos.
José Maria Lessa - Vila do Conde, Portugal


Márcia,

acabei de ler a sua entrevista e fiquei fascinado com a sua integridade. A certeza em cada frase, o caminho já trilhado pelos pés.
Poesia não é brinquedo de vaidade e vc, mais que tudo, sabe disso.
A internet, apesar dos seus quilômetros de baboseiras e verborragias, às vezes proporciona alguns milagres e encontros. Você foi um deles.

Sorte, sucesso, avanço. Você merece.
Cláudio Parreira - São Paulo


Parabéns, meu irmão Caminha, por publicar a entrevista e os poemas de Márcia Sanches Luz, uma escritora dotada não apenas de uma inequívoca competência literária, mas principalmente do seu ingrediente mais profundo, que é a sensibilidade.
Deus o abençoe sempre pela generosidade do seu coração e pelo dom que tem de descobrir verdadeiros talentos literários como a Márcia.
Com carinho, estima e admiração.
Luiz Poeta - Rio de Janeiro - Brasil



Márcia Luz e seus poemas atingem o coração, instigam o pensar e elevam a alma; estendem, no chão, estrelas que brilham, no mar, nuvens que ressoam, e no céu um chão, para que se possa, acima dele, sobrevoar.
Tércio Sthal – Campinas, São Paulo

23 agosto, 2009

Frenesi


O poema "Frenesi" é caixinha de surpresas, quanto mais se lê, mais significados aparecem. Vai muito além da atitude ante um simples laço desfeito, um pra cá, outro pra lá. Pega na veia pela transcendência.
Caio Martins



M
árcia, o seu poema não é só um frenesi, mas é uma exaltação de um momento de criação e beleza, mais que um arrebatamento de sentimentos e ideias, uma viagem, um sonho pertinente que nos leva a lugares nunca imaginados.
Parabéns!
Mauro Lúcio de Paula


M
árcia esse poema é lindo já li várias vezes assim como agora aqui nesse espaço. Porões Duendes há muito faz morada na minha biblioteca assim como No Verde Dos Teus Olhos.Parabéns aguardo breve novo lançamento.
Antonio Campos



"S
ou de ti meu descaminho que não mente E que sente a dor da perda que consente." Já não precisava mais nada, Márcia. Não vou cansar de repetir que surgiu um novo nome na poesia brasileira. Beijos. Jorge


F
ina afirmação do verso e do necessário.
Adroaldo Bauer


M
árcia, Lindo seu trabalho poético. Deixar bonito o que já é belo é pleonasmo. E tarefa das mais difíceis. Senti-me feliz em ler seu texto. Um grande abraço.
Arimatéia Macedo


M
árcia, Frenesi me provoca a síntese de nossos eus, de nossos desencontros ao encontro de nós mesmos, de nosso sentir, nosso viajar pela poesia, algo que ainda vale a pena, neste mundo em que a hipocrisia virou a antítese ou o anti-reflexo da alma humana. Passa como um arrepio... e vai ... sentindo-se a dor da perda que se consente. Como todos os teus poemas... Um primor!!! Que Deus te abençoe, Caminha


Q
uerida Marcia: é sempre muito gratificante receber seu convite para conhecer seus poemas. Frenesi é fruto da sua grande sensibilidade. Parabens, bjos.
Grauninha


N
ão ficou pedra sobre pedra... Escreve miudinho com sentimento de presença imenso, num retrato de mulher dificilmente encontrado, quanto mais igualado. Que dignidade e fortaleza de caráter!
Guilherme Jr.


H
á muita profundidade e sabedoria em seus versos, Márcia. Amar também é perder um pouquinho de si e do outro. Nem sempre a matemática do amor é de acréscimo, às vezes paradoxalmente vivemos momentos difíceis mergulhados no sentimento de perda. Parabéns poeta. Bjs.
Ibernise

21 julho, 2009

Texto de Marco Bastos


Bom percebermos que o talento verdadeiro é reconhecido por seus diversos pares nos diversos locais onde se apresenta. E assim tem sido com Márcia - as pessoas não ficam indiferentes ao lerem sua poesia. E já são vários os comentários que li sobre a sua poesia: comentários de acadêmicos, de escritores, mestres em literatura, ativistas culturais, blogueiros, parceiros de poesia e enfim de muitas pessoas bem conceituadas no mundo da literatura que ao se pronunciarem demonstram sua admiração pela obra da poeta. A leitura de seus poemas e o conhecimento das opiniões sobre sua obra constroem o conceito que temos sobre ela: - uma das excelentes poetas da atualidade.

Parabéns.

Abraços.

Marco Bastos.

18 julho, 2009

Homenagem de João Justiniano da Fonseca


ESPERAR

© João Justiniano da Fonseca

6-05-08 17:25 h


Para a sensibilidade poética Márcia Luz.



"Espero a noite que me acorde os sonhos",

espero o vento que me leve o barco;
já não espero o tempo, conto apenas
chegar ao porto onde fincar o marco...

"Espero a noite que me acorde os sonhos",
já não espero a luz do amanhecer...
As ilusões se foram para norte
só torna sul na hora em que morrer...

"Espero a noite que me acorde os sonhos",
como um retorno ao tempo de onde vim.
De certo, a noite vem fechar-me os olhos...

"Espero a noite que me acorde os sonhos",
neste final de tempo que é limite.
Ninguém tem recomeço, mas tem fim...


Olha Márcia, amiga.

Pus a alma nessa coisinha simples.

"Espero a noite que me acorde os sonhos",
Márcia Sanchez Luz
em "Inalienável Veto".

Muita paz e muita luz

João


29 junho, 2009

Porões Duendes - Prefácio de Leila Míccolis


À guisa de soneto


“Voltar ao soneto, nos tempos de agora?”
– talvez muita gente pergunte... e eu indago:
será que pra termos da vida um afago,
será que pra amarmos o belo tem hora?

Sou fã de sonetos e Márcia os adora:
das rimas extrai-se poção, cujo trago
confere aos poetas poderes de um mago
que planta perfumes na flor inodora.

Trilhando o soneto moderno, informal,
no qual busca sempre o compasso ideal,
a autora também se transforma em regente

da orquestra que visa, em poética via,
legar a alquimia, a alegria e a harmonia
ao mundo tristonho, infeliz e carente.

Leila Míccolis

– escritora de livros, cinema, teatro e televisão

Homenagem de Jorge Cortás Sader Filho


Temos todos nós a honra de convivermos com uma das maiores poetisas, ou poetas, como queiram, da atualidade brasileira. Márcia Sanchez Luz despontou no cenário nacional brilhantemente. Poetas são reconhecidos depois da sua morte, diziam. Hoje não é bem assim. A divulgação dos trabalhos de determinado autor, com o auxílio da internet, ajuda sobremaneira o conhecimento da obra do mesmo.Havendo cursado a faculdade de letras, formando-se em inglês e francês, Márcia não satisfeita tornou-se igualmente tradutora e revisora, em textos nestas línguas.Como as letras correm nas suas veias desde muito cedo, menina ainda, é hoje uma das melhores cultoras do soneto, verso tradicionalmente difícil. Encontrou-se definitivamente, sendo autora consagrada. Seus livros Porões Duendes e o mais recente, No Verde dos teus Olhos, além de inúmeros sites e blogs literários onde participa mostram esta realidade. Não a conheço pessoalmente, ainda. Mas mantemos uma correspondência, via e-mails, saudável e que não me vai tornar poeta, mas um diletante com mais interesse.A você, Márcia, todo o meu respeito, aplauso e carinho.

Jorge Cortas Sader Filho

27 junho, 2009

Texto de Airo Zamoner


Devemos ler “Porões Duendes” porque a autora, Márcia Sanchez Luz, é visceralmente poeta. E como todo poeta, tem o amor como parte integrante de sua alma. Sua inteligência poética está muito acima da média. Sua presença literária ultrapassa fronteiras. Basta ler nas orelhas deste livro suas credenciais extremamente importantes. Ninguém conquista os inúmeros títulos que Márcia amealhou sem um trabalho sério, competente, técnico, paradoxalmente permeado, em sua essência, ao profundo amor que ela generosamente transborda em tudo que faz.
Depois do sucesso do livro “
No Verde dos Teus Olhos”, Ed.Protexto, 2007, resolveu alçar vôos mais ousados. Inspirada nos grandes poetas parnasianos, enveredou pela difícil arte da construção de sonetos e o resultado está nas páginas deste “Porões Duendes”, fruto de estudo, dedicação, esforço e principalmente do imenso talento literário, orgulho de todos que têm o privilégio de conhecer sua obra.

Airo Zamoner - Editor

26 junho, 2009

Crítica de Sônia Cintra


DUAS PALAVRAS SOBRE “PORÕES DUENDES”, DE MÁRCIA SANCHEZ LUZ


Os sonetos de Márcia Sanchez Luz comovem o leitor por vários motivos. Dentre eles, podemos citar dois mais relevantes: o tema e a estrutura de seus versos.
A começar pela estrutura que, na maioria dos poemas, segue o modelo petrarquista de dois quartetos e dois tercetos decassílabos, implicando rigor formal. Às vezes, eles vêm lacrados com chave de ouro, como é o caso de “Ética versus Estética”: E para sermos justos neste trato,/ faço de mim a lícita guarita/ de teus temores, tua fé finita; outras vezes trazem final aberto, como em “Crenças Seculares”: Serei assim enquanto houver luares/ norteando os passos, sonhos e lugares/ que eu possa ainda um dia conhecer.
Dos temas escolhidos pela autora para compor este livro, alguns resgatam o lirismo comedido da busca interior, tal lemos no soneto homônimo do título, Talvez seja um vestígio o que procuro; outros sugerem o ritmo do pulsar exterior: Assim transcendo a busca que não cessa, em “Seixos Transparentes”; e outros, ainda, perambulam no tempo, dos quais é exemplo “Instante Ausente”.
A fragmentação característica da pós-modernidade está expressa de forma peculiar em “Frenesi” e “Uníssona Canção”, o que denota, de certo modo, o exercício de atualização de Márcia Sanchez Luz neste seu segundo livro de poesia, “Porões Duendes” o qual, através das composições, permeadas de epígrafes, não esquece Fernando Pessoa e Machado de Assis, lembrados nos sonetos a eles dedicados, nesta primorosa edição da Protexto.

Sônia Cintra
(Academia Jundiaiense de Letras)
Abril de 2009

14 junho, 2009

O amor no sonho

Marcinha, menina, você é a melhor sonetista que eu conheço!!!Lindo soneto, bem urdido como todos que saem desta sua verve. Brilhante. Bitokitas de sucesso e luz.
Elza Fraga

Como sempre, Márcia, admiro muito os seus sonetos. Esse nos faz pensar no amor que há dentro da gente e o amor que está na concretude do mundo como é.
Marco Bastos

Seus sonetos são únicos, são especiais! Sou teu fã.
Beijos poéticos do
Escritor Tércio Sthal

Os seus sonetos sempre são muito bons. Um grande abraço.
Haron Gamal

Lindíssimo, Márcia
Sempre admiro seus poemas e sonetos. Eles tem qualidade, sonoridade e sensibilidade.
Parabéns
Beijos
Vânia Moreira Diniz

Márcia,
Seu soneto "O amor no sonho" é muito bom, tocou-me a alma e, sensibilizado, digo-lhe: Parabéns! Continue escrevendo para encanto de todos nós, seus colegas e admiradores.
Abraço,
Paulo Valença

Curioso ver hoje uma pessoa se dedicar com tanta garra ao soneto. O único outro que eu conheço na ativa é o Glauco Mattoso - mas com um estilo e temática bem diferentes das suas. Parabéns mais uma vez. Abs. do
PARREIRA

Mais um belo soneto de Márcia, a operária das letras. Ela tem segurança no que escreve.
Parabéns, abraços.
Jorge Sader Filho

Márcia:
Andando eu pelas linhas do soneto descubro-me tão próximo no sentimento quanto a sua descrição...andar contigo é o mais próximo da perfeita expressão que consegui chegar!
Obrigado por você existir e nos dizer por onde andar e sentir todas as coisas!
Com carinho sempre,
Maurício Maximo Parreira

Márcia,
Você sabe que sou sua fã número 1. Este soneto assim como tantos outros que você escreve nos revela a face do amor em uma comparação tão simples e verdadeira que nos faz viajar nas sensações. PARABÉNS.
Muitos beijos
Bruna Garavazo

Linda poesia, contagiante, traz a emoção no sonho da autora. Sem sonhos não há poesia. Sem poesia sonhos não serão pensados e vividos. Parabéns Márcia, poeta maior!
theresa russo ·

Ei Márcia,Estou maravilhado, como sempre, com sua competente sensibilidade. Você é fantástica. Beijos!!!
Desio Cafiero Filho

Marcia, lindo soneto, arte pra poucos, bjs
Maria Julia Guerra

"Amor assim é sábado constante; acalma o que guardado a dor alcança"Um poema de grande valia. Bem construido, um clássico soneto que nos eleva e engrandece enquanto espírito. Um hino em favor da mancietude e do amor.
José Cícero

Márcia
Nos sonhos tudo é tão perfeito... E ainda dizem que viver é melhor que soar... beijos
Nydia Bonetti

Alô, belo poema, quem bom foi visitar,
Não me acorde, não, tema noturno,
Deixe-me sonhar, como acontece,
em sonho, neste sábado taciturno.
Rogel Samuel

Dormir, sonhar, acordar: uma trilogia inevitável. Mas sonhar com um "amor aconchego", depois da visita do "deus Saturno" e ainda abrandar a "realidade lancinante" é uma sugestão irrecusável! Aplaudo!
Gilia GerlinG

Oiii Márcia Que esplendido soneto. Como sempre, técnica perfeita e o desenvolvimento do tema com muito talento. Maravilhoso. Vc , hoje, é uma das mais perfeitas sonetistas que conheço. Tiro-lhe o chapéu! Beijos mil
Manoel Virgílio

O amor de verdade é interplanetário... Ah, Márcia, esse seu tempero espacial tem os pés na Terra e o coração na Lua, bem amada do Sol.
Beijos
Madalena Barranco

Bom dia amiga,
Para além da enorme inspiração que faz deste soneto um daqueles lindíssimos que tenho lido, o que muito me agradou também foi a métrica irrepreensível das 10 sílabas, o rimar da 2ª quadra com a 1ª (já não são muitos os que se atrevem...) a mostrar que és uma verdadeira artista do soneto. Sei do que falo e digo-te que o que mais me custa é ver outras pessoas (e são tantas!) a "assassinar" sonetos nestes aspectos. Os meus parabéns, querida amiga, e força para continuares com estas pérolas!
Um beijo
Joaquim Sustelo

12 junho, 2009

No Verde dos Teus Olhos


No Verde dos Teus Olhos


Querida amiga Márcia:


Estou me deliciando com as palavras grafadas no seu livro " No verde dos teus olhos"...
Incrível pensar que você guardava tudo escondidinho e, deixando o tempo passar, nos privou de saborear versos tais..."Pois que vicejante em tua fala quente que atordoa a mente! Faz-se soberana como em ti emana a presença humana..." (pág. 31)...
Não possuo tanto conhecimento da norma culta ou literária, nem me sinto competente para falar de métrica, rima, enfim...dos elementos que compõem a formação lírica....não.
Possuo apenas um coração que se encanta e uma imaginação que viaja nas linhas que a sua mão conduz!
Depois de velho (homem não chora)....então duvido...será que aguentarão firmes todos os demais???
Bem, não me importo com o que digam, porque sigo o curso das lágrimas que descem dos olhos, porque de toda viagem que fiz pelas suas mãos, fiquei muito tocado....e penso comigo: que coração ela tem!
Impresso estão as suas falas, o curso que o seu coração quis dar a cada criação...o muito que guardou pela sua vida e que agora depois de madura divide com todos os que sempre sonharam as mesmas coisas (dançaram a mesma MELODIA, mas nunca, conseguimos expressá-la!!
Que bom não estar mais sozinho! Há quem fale as coisas por mim....e por muitos!
Parabéns pelos seus dons!

Um grande abraço cheio de carinho,

Do amigo de ontem, de hoje e de sempre,

Maurício Máximo Parreira.

10 junho, 2009

Escrever


...belíssimo o teu soneto que traduz, se é que assim se pode dizer,o ato ora doloroso ora prazeroso da escrita; uma amiga, Elizabeth Hazin diz que amar custa as asas da gente; assim me parece teu poema.
Bjos de luz.
Graça Graúna


"Se escrever é dar forma a certa ausência
na calada da noite ou mesmo dia,
vou seguir exaurindo a desavença."

Esses versos são muito bons e maduros. Muito prazer em conhecê-la, Márcia Sanchez Luz.

Urariano Mota

08 junho, 2009

Posse na Academia de Letras do Brasil


Defesa:

Apresentamos e defendemos, junto aos escritores Membros da Academia de Letras do Brasil, a Imortal Escritora Márcia Sanchez Luz. Por força e mérito de sua expressão literária, após profundas investigações, curvamo-nos ao seu talento e irrefutável arte literária. Sua escrita é digna de representar com excelência a literatura brasileira. (Mário Carabajal).


""""""""""""""""""""""""""""""""""

M
árcia fico feliz em saber que se faz justiça a essa escritora de talento.Lembras o que eu disse e que você com certeza trazia no peito.Esse lugar estava escrito nas estrelas. Um beijo no coração dessa mulher mãe poetisa amiga que agora esta recebendo com justiça esse premio.
Antonio Paulo


C
aríssima Márcia,
muito mais que imaginário, real.
parabéns: seu trabalho literário merece esse - e tantos outros - reconhecimentos. bom trabalho!
abraços,
Pedro Du Bois


M
árcia, feliz por esta sua conquista, venho parabenizá-la amiga, desejando que esta seja a primeira de muitas outras portas que se abrirão para você!
Muito sucesso e que venham muitas alegrias ao seu encontro!
Beijo com carinho,
Célia Jardim


F
ico muito feliz em ver a amiga Márcia Sanchez Luz ocupar tão significativo lugar. Muito merecido, pois é escritora que prima pelo trabalho cada vez melhor. Um exemplo!
Beijos, talentosa escritora!
Jorge Sader Filho


M
arcinha, já lhe dei meus parabéns em pvt, ontem e hoje, mas agora o faço agora publicamente, compartilhando, como sua amiga, deste seu momento de intenso brilho, e desta honraria a que você faz jus. Beijos e congratulações,
Leila Míccolis


Estou feliz, Márcia, por você ter recebido tão merecida e elevada distinção. Sua poesia e em especial seus sonetos, sempre me sensibilizaram. Nela sempre percebi a grande poeta, dona de versos, que além de bonitos, sempre trazem em cada linha uma maneira peculiar de ver, de sentir e de expressar largos horizontes. Parabéns e tenha muito sucesso. Viva intensamente essa alegria e muitas outras que ainda virão.
beijo.
Marco Bastos.


Marcia!
Aplausos e mais aplausos.
Estou feliz por você!
Tudo muito merecido.
Abraço e emoção,
Gilia GerlinG


M
árcia, estou muito orgulhoso e feliz por você ter recebido essa grande homenagem. Primeiro, é merecido os seus sonetos são perfeitos e me encantam. Segundo, por eu ter um dia encontrado o seu blogue na internet. Você é uma mulher muito especial. Nada nessa vida vem por acaso, principalmente no seu caso, tá! Você merece e é digna de receber essa deferência.
Com muito carinho e orgulho,
Mauro Lúcio de Paula


Agora consegui chegar aqui em seu espaço cultural, e deixar os meus cumprimentos a sua distinta pessoa, merecedora deste evento "Membros da Academia de Letras do Brasil" que somente vem coroar sua carreira literária, estou muito, muito feliz por você, com amor,
Efigênia Coutinho


Linda Márcia querida!

Parabéns!

Só posso comentar que eu já sabia que iria acontecer, que era previsível, que não havia outro caminho, etc, etc, etc.

Meu amor, fico muito feliz por você! É merecidíssimo, e apenas faz jus ao seu empenho e ao seu brilho.

Grande abraço, e fique preparada, porque outras virão.

Jailson


M
árcia querida!

Parabéns! Vibro com você e por você!
Que bom sentir v. feliz no seu caminho.
Um beijãozão e um abraço bem demorado.

Vane


M
árcia:
Parabéns!
Fico feliz com a notícia...
Você merece.
Receba os meus louvores, e todo o sucesso, é o que desejo.
Bjs
Gustavo Dourado


E
stimada confreira Márcia Sanches.

Parabéns pela conquista importante em sua vida literária.
Que seu caminho nas letras seja guiado pela luz de seu espírito, inspirado em sua criatividade e arte, como disse Joseph Beuys: "cada homem é um artista - a estética é o ser humano".

Fraternalmente,

Andréia Aparecida Silva Donadon Leal - Déia Leal


Parabens, poetamiga-irmã de luta por mais essa conquista. Você merece tudo de bom. Saudações literárias, Grauninha



Márcia Minhas congratulações por mais esta merecida conquista em sua vitoriosa carreira. Parabéns, com meu abraço. Manoel Virgílio


Márcia,
Você é extremamente competente em seu trabalho; além de inserir altíssimo grau de emoção nos textos elaborados magistralmente. Esse prêmio que lhe é conferido faz justiça ao seu maravilhoso desempenho e vem premiar essa dedicação visceral.
Parabéns, querida!!! Desio Cafiero.


Márcia, minha querida poeta!
Aceite meu abraço apertado, carinhoso e de admiração sempre crescente. Lendo as mensagens dos tantos amigos e admiradores que você tem, ouso dizer que você jamais está só! Estamos todos com você, com sua poesia admirável, construtura, envolvente, perfeita! Este título e tantos outros que já recebeu e tantos quantos irá receber faz jus à qualidade do teu trabalho literário. Minha homenagem a esta tua alma linda e não pare nunca de poetar para não nos deixar sozinhos!
Um beijo carinhoso
Airo Zamoner


P
ARA A QUERIDA ACADÊMICA, GRANDE POETA E AMIGA, MEU VOTO DE IMORTALIDADE! VIVA A POESIA! E BEIJOS DO ROGEL SAMUEL


06 junho, 2009

De Musas e Colombinas...


Eis aqui um soneto eivado de muita sensibilidade, matéria-prima essencial da qualidade poética. Sem dúvida, as melhores imagens são as que enternecem nosso olhar.
Beijos poéticos!
Fabrício Brandão


Márcia, como sempre, um prazer ler seus textos, quer pelas construções, quer pela temática.
parabéns.
abraço,
Pedro Du Bois

Cara Márcia, com satisfação tomo conhecimento de mais esta instância de sua admiravelmente bem cultivada arte. "De Musas e Colombinas" é inspirador, para dizer o menos. Habilidade no manejo das palavras, sensibilidade em sua refinada escolha, atenção a seus efeitos em todas as minudências, tudo isto se traduz em prazer para quem aprecia. É o que de regra experimento ao lê-la.
João Esteves

31 maio, 2009

Nascer


Márcia,
você escreve com uma concisão impressionante, gosto de tudo que você escreve, contida nas palavras e soberba nas ideias. Gosto de viver na solidão, preciso viver na solidão não para mudar a sorte, pelo contrário para acender a "luz interna, mesmo que no escuro", poetar todos os dias é nascer e morrer ao mesmo tempo. Nós sabemos disso não é mesmo?
Belo soneto como sempre, minha amiga,
abraços,
Mauro Lúcio de Paula



A poesia de Márcia é trabalhada com carinho, o que não lhe suprime o caráter de arrebatadora. Vibra, tem alma e faz a gente pensar...
Jorge Sader Filho



EXCELENTE! CAMONIANO! REFLEXÃO POÉTICA DE UM COMEÇO E DE UM DESTINO: NÃO SÓ DA VIDA, COMO DO AMOR. ABRAÇO, ROGEL SAMUEL.


B
oa noite, Márcia. Saber de um novo soneto seu é um chamamento para conhecermos uma maneira muito peculiar de ver algo que faz parte da vida, mas que se engrandece através do seu olhar. Nesse soneto há uma empatia muito grande da mãe para com o filho que nasce. Talvez a criança, da gestação ao nascimento, só tenha sensações da tepidez e do aconchego da vida intra-uterina e que talvez nem haja nisso uma consciência, por falta de outro referencial que diferencie dois estados de vivência. E a mãe que dá a vida dá a voz para que a criança fale de percepções que são da própria mãe. Ao ler o poema percebo, na forma, na maior parte dos versos a ambiguidade das pessoas, mãe e filho, não disjuntos, a ponto de ali estar escrito: "saimos para a luz que ofusca o sonho" na primeira pessoa do plural. Acredito que só a mulher que já deu à luz uma criança possa falar dessa indissociação que você revela. Algumas vezes fecho meus olhos demoradamente para constatar que pelo lado de dentro não há escuridão. Isso também está no seu soneto.
Quanto ao nascimento, quanto ao parto em si, vou me abster de falar do que penso das tarefas hercúleas, até por uma questão de covardia. rs.
Obrigado, Márcia, por permitir que eu conhecesse mais um belo soneto seu. bjs.
Marco Bastos.



Márcia,
Que lindo! Você domina a arte do soneto como poucos. E é rara também a sensibilidade e profundidade de suas palavras.
Parabéns, amiga.
Beijos, Esther Alcântara.


M
arcia, minha irmã das letras...tomar consciência de um novo canto é nutrir-se de esperança. Parabens pelo poetar. Você é uma das pessoas que eu também quero ser quando crescer. A nossa Leila também é uma das pessoas que eu amo bastante. Bjos de luz, Grauninha

28 maio, 2009

Trilogia



Querida Márcia, em três palavras mágicas você tocou seu poema com uma varinha de fada-poeta! Beijos.

Madalena Barranco


M
árcia, foram necessários três instantes para decifrarmos com muita exatidão e lirismo virtudes tão essenciais à nossa existência.Parabéns pela leveza e beleza do poema.Um grande beijo!

Dalton França



T
rês estados de espírito passam pela análise crítica de Márcia, que tem o dom de escrever sobre os mesmos com absoluta segurança.Parabéns. Como sempre, vc foi longe.

Jorge Sader Filho



O
que mais me atrai a atençao, Márcia, em sua poética é sempre a forma, que de costume nada deixa a desejar, como aqui, neste casamento de dois versos de dez sílabas adequadamente variados com um de quatro.Parabéns.

João Esteves


M
arcia, pura LUZ!

Enfim, pude ler as três melhores definições para SERENIDADE, INSANIDADE e CORPOREIDADE!Bravo, bravíssimo... poderia ser um verbete em dicionário.

Grande abraço!

Gilia GerlinG



M
árcia, o que é mais extraordinário no seu universo poético é a precisão das palavras em versos metricamente corretos. Mais do que isso é perceber quem está escrevendo conhece profundamente os sentimentos que inspiraram a autora. É preciso ter a serenidade para captar, é preciso ser insano para externar e é preciso da técnica para dar corpo ao que se quer dizer. Isso, Márcia, você faz com maestria e beleza, tá!

Um beijo de afeto e de admiração,

Mauro Lúcio de Paula



Embora meu preferido seja o terceto do meio (muito belo), parabéns pelo seu tríptico poético, o trio forma um conjunto bastante harmonioso. Bj,

Leila Míccolis


t
rês momentos, três emoções, serenidade, insanidade e corpo, você escreve cada vez mais, três vezes mais forte...

Rogel Samuel


1.
Serenidade para mim é uma palavra mágica. Quando estou nos limites, eu a repito algumas tantas vezes como espécie de calmante; 2. Insanidade, realmente ocorre quando se pretende entender a própria alma aprisionada que se enxerga de dentro para fora e de fora para dentro, batendo naquelas proposições exitencias... Agora, quando bate o amor, adeus serenidade e aguente a insanidade. Bonito poema.

Milton Martins

26 maio, 2009

Dor Silente


É sempre um prazer ler seus belos sonetos, a cada dia vejo um nascer diferente de sua alma poeta.
Meus cumprimentos a você Márcia, desejando sempre muito SUCESSO, sua amiga,Efigênia Coutinho

Um soneto com rimas lindas o que particularmente me agrada sabes disso. Estás Márcia a caminho da perfeição e com o nome muito próximo a nomes famosos na literatura brasileira.
Antonio Paulo

Enfim um dia de sol: a postagem de mais um de seus sonetos. Beijos, Leila

Márcia, li em Poetas del Mundo "Dor Silente", não poderia deixar de dizer que me encantou. Sua sensibilidade poética transparece nas palavras que fluem como magia para soltar as dores que vão em nossa alma, as deixa voar ao infinito para que todos a toquem e sintam e possam dizer o que não sabiam como. Parabéns!
E obrigada pela linda poesia.
Abraços
Lucy Nazaro

Olá Marcia...
visitando-te pela primeira vez, na verdade segunda vez, tenho teu blog adicionado aos favoritos.
Tua poesia é magnifica...vi que prefere os sonetos, particularmente também os prefiro, uma das formas mais linda de poesia.
Foi um prazer estar aqui.
Abraço.
daufen bach.

O amor é tudo que vivemos estranha e silenciosamente nas nossas vidas incomuns e ruidosas.
Nossos sonhos são pedaços da nossa alma que iluminam nossos pensamentos. Talvez seja nestes instantes que nasçam os nossos melhores sentimentos e brotem versos silentes e doces como frutos de cristais, gritos, vôos e liberdade.
Lindos os seus poemas.
Diniz Neto

Não esqueço de você, Márcia. Vim ler mais aqui e sem surpresa alguma encontrei suas formas corretas e ponderadas, sem surpresa alguma tive os agrados que uma boa leitura confere.
Sua dor silente me faz simpatizar com esta maneira sua de sofrer em grande estilo. Mas não há como haver surpresas, nem do leitor que sabe o que esperar e de fato encontra o esperado, nem de sua parte, ao ter notícia de minha incondicional apreciação.
Sem novidades, portanto. Que assim continue, que tá é bom assim.
João Esteves

Marcia, poetamiga: os sonetos não saíram da validade..rsrsrs, e os bons sonetos iguais a este seu têm lugar cativo na cabeça e no coração da gente.Bjos de luz, Grauninha


A poesia navega neste soneto como uma canoa desliza silente nas águas calmas do rio... Aplausos Poetisa...
Poesia é coisa da alma...minha alma está feliz em conhecê-la! abraços!
Terezinha Flores Canabarro

24 maio, 2009

Ética versus Estética


Inda que não fosse um esteta
não deixar-me-ia de comover
ante o propósito e o objeto
do delineado para contrato.
Adroaldo Bauer

Márcia,
belo soneto. parabéns: mostra a possibilidade da renovação da forma, pelo conteúdo.
abraços.
Pedro Dubois

Márcia,
Que soneto lindo e instigante. A imagem do abecedário apicultor foi de uma fineza genial.
O contrato que você propõe me parece mais que justo; a guarita tem ares de palácio.
Um beijo bem delineado, Poeta !!
Assis de Mello (Chico)

Que dizer eu Poetisa Márcia, senão sorver ensinamentos desses diálogos dos DEUSES. É ou não é um "CÉU DOS GRANDES MESTRES?"
Antonio Paulo

A sua técnica poética é maravilhosa, fazer sonetos é uma seara nobre que só uma poetisa como você tem a capacidade e a ousadia de empreitar. Parabéns!
Com muito respeito e e alta estima, Mauro Lúcio de Paula

21 maio, 2009

Ser mãe...

POESIA COMENTADA

Ser mãe...



© Márcia Sanchez Luz

Ser mãe é ser alguém que na alvorada
bendiz o brilho que anuncia o dia
trazendo a luz do sol em sintonia
com o burburinho de uma passarada.


Ser mãe é ser a doce madrugada
que põe um fim à mágoa doentia;
é ser também a força da magia
curando a febre que se faz calada.


Ser mãe é buscar sempre uma saída
para acalmar o coração inquieto
do filho que se fecha em seu afeto.


Ser mãe é estar atenta para a vida,
é ver além do amor que não deu certo,
fazendo de sua cria um ser liberto.

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Decidi começar esta nova seção com a "prata da casa", Márcia Sanchez Luz: a prova cabal de que a Internet só é fria para quem não sabe fazer amizades ou desconfia de tudo e de todos. Pessoalmente nos conhecemos nas comemorações em SP dos 12 anos de Blocos, mas já há muito nos escrevíamos; atualmente, considero-a uma amiga querida, sempre pronta a ajudar, a incentivar, a partilhar alegrias e agonias. Este soneto, recém-enviado, me encanta porque alia técnica à emoção. É precioso: mesmo mantendo um formato clássico, o texto é atual e universal: quem tiver filhos adolescentes saberá perfeitamente do que ela está falando. E, mesmo quem não os tenha, sentirá na pele a aflição das mães ante o silêncio machucado de seus filhotes, querendo o melhor para aqueles que, um dia, ela esperançosamente deu à luz.


Leila Míccolis



Olá Leila e Márcia,

É uma das formas de poesia mais difíceis de construir, onde rimas internas e externas, métrica e sentido (como se fosse uma história contada) dançam em uníssono e fazem de tudo isso um lindo poema... Soneto é uma forma antiga de poetar que se mantém atual - eu admiro quem os faz com o conhecimento da causa - e toca a alma do leitor.
Beijos.
Madalena Barranco
P.S.: e as mães merecem todos os sonetos mais belos do mundo.


L
eila, a primeira referência pessoal que tive (ainda desconhecia seu blog) foi sua pessoal amizade com Márcia, essa admirável sonetista.
Concordo integralmente com suas palavras no presente post, assim também penso e sinto. Não há conta para o prazer que me dão todas as minhas amizades virtuais.
neo-orkuteiro


E
ste soneto da querida poeta e também amiga Márcia, reúne uma técnica impecáel com poesia e sensibilidade em cada verso. Parabéns pela escolha do Soneto e pela linda e merecida homenagem à Márcia. Beijos.
Chris Herrmann


L
eila e Marcia, poetamigas: não poderia deixar de passar por varias razões, a começar pela saudade. E tem também o prazer de estar aqui, pela riqueza do texto, pela amizade, pelo carinho. Parabens a grande sonetista Marcia e a Leila que gerou um espaço libertario para abrigar a nossa poesia. Bjos de luz, Grauninha


Querida amiga Marcia
Confesso que estou emocionada por entrar nessa casa literária, pois bateu uma saudade imensa do meu querido amigo Nel Meirelles.
Como ele adorava essa casa e a minha amiga Leila.
Mas o motivo é de alegria e sinto-me honrada por poder registrar o meu comentário sobre o seu poema maravilhoso sobre ser mãe.
Creio que essa expressão revela o que sinto: Ser mãe é estar atenta para a vida,
Será que precisa ser dito mais alguma coisa?
Creio que não.
Parabéns, amiga!
Eliane Gonçalves***


L
eila, a poesia construída pela Márcia jorra uma energia capaz de resgatar algo bem próximo do 'realismo fantástico materno'. Brilhantemente!
Um grande abraço!
Dalton França


E
ste convite de Márcia, é uma dupla aurora, pois aqui estou diante de duas grandes Mulheres escritoras, Leila e Márcia, que venho acompanhando sua trajetória literária, e aplaudindo de pé, obrigada por dividir estes momentos tão especiais de sua vida em vida Márcia, seu soneto , como sempre é soberbo, com admiração e respeito,
Efigênia Coutinho


M
adalena querida, você sempre com uma palavra energética de carinho. Obrigada. Há sonetos que falam de sentimentos eternos. Porém, o de Márcia, vai além: frisa o tema do silêncio e do ensimesmamento, principalmente dos jovens, diante de momentos em que eles se sentem muito feridos, precisando de recolhimento. O bonito é a visão do ângulo materno: da aflição da mãe por pouco poder fazer, a não ser proteger a recuperação silenciosa do filho machucado.
Bjs, Leila


E
liane, é lindo este verso, não é? Mas acho que o que ainda me cativa mais são os: "(...) para acalmar o coração inquieto/ do filho que se fecha em seu afeto". Acho que estes dois versos abrem a perspectiva e fazem com que, mesmo quem não tenha filho, sinta a inquietação de uma pessoa pelo coração inquieto de algum amigo, parente ou namorado, que se fecha, de repente, mudo, trancado em sua tristeza labiríntica.
Beijos, e ótimo sábado, Leila


O
POEMA É MUITO BOM, O COMENTÁRIO TAMBÉM... A ATITUDE E DISPONOBILIDADE DE LEILA DE NOS ABRIGAR A TODOS NA SUA UNIVERSAL AMIZADE POÉTICA... ESTAMOS NUM MOMENTO SUPREMO AO LER OS DOIS TEXTOS...
ROGEL SAMUEL


P
ai de adolescentes, sei bem o que a mãe deles e eu mesmo sentimos... o coração apertdinho, a coragem de dar-lhes coragem. Como diz Márcia, comovente.
Adroaldo Bauer


M
árcia,
você é dessas pessoas que tem um encantamento próprio, não porque não nos conhecemos pessoalmente, mas pelo o que escreve, a técnica que você domina para expressar o seu conteúdo. Parabéns por mais esse lindo soneto em homenagem às mães. Você é uma alvorada de luz na internet esse meio de comunicação tão frio e perigoso.
um abraço,
Mauro


M
uito lindo e comovente, a poesia e o comentário também. Envolvente até o fundo onde a alma arrepia por aqueles sentimentos difíceis de se falar sobre.
beijo
Tania Montandon


M
árcia não sabe disso mas é uma das responsáveis pela minha gradual reaproximação aos sonetos. Admiro muito sua poesia, Márcia - ela sempre nos mostra verdades que permaneciam antes meio nebulosas. Os adolescentes têm mesmo seus momentos de silêncio quando se encontram mergulhados nos caminhos que lhes são próprios. E é preciso ter essa sensibilidade de que aqui se fala para não "profanar os templos".
A forma e o conteúdo do soneto está perfeita.
À Leila os parabéns pela casa que se renova de uma forma sempre competente.
abraços.
Marco Bastos.

18 maio, 2009

Laços Lassos


Soneto lindo, deslisa na pele e nos neurônios. Técnica esmerada de ritmo e rima, simplezinho como um diamante e pungente como uma lágrima. Dá prazer, ler preciosidades dessas, universal, passível de ser traduzida em qualquer e todo idioma hoje, ontem, ou daqui a mil anos. Enterneceu este começo de madrugada, antes de mergulhar na aridez da composição do jornal. Salvou o dia, obrigado.
Caio Martins

Contundência transparente, densa como pedra, direta como flecha. Travessia num deserto sem deixar pegadas ao mergulhar em si (consciente dos pedaços).Bom dia, Márcia.
Marco Bastos

Márcia,o seu Soneto é um deleite e um presente para os leitores que apreciam a boa literatura. Ainda mais no Dia dos Namorados... Sua técnica é perfeita e seus versos são sonoros, musicados com a melodia do seu talento e o ritmo da poesia que escorre em suas veias. Parabéns, amiga.Chris Herrmann

Que linda amostra da alma mulher, a se deixar revelar na espontaneidade de descobrir-se até no ato do escrever/dizer, com a transparência do coração na beleza de um soneto!beijinho
Tania Montandon

Márcia, um soneto muito rico, como sabem ser os seus. Prazer que pela retina agrada o ouvido interno. E que expressivamente bem escolhida a fotografia! Não poderia ser diferente, gostei mesmo de tudo.Beijos
João Esteves Alves

Estruturalmente perfeito, com essência deliciosa, típica de Márcia, uma mestra que sobe a cada dia.Beijos,
Jorge Sader Filho

Que bela estrutura e que versos gritando vida! Márcia, continue nos brindando com peças assim ricas,deixe-as fluir e nós as degustaremos como a um bom vinho... lenta e repetidamente.Parabéns e um carinhoso beijo.
Pedro Da Ros

Oi Márcia, saudades.
Você depois do Livro No Verde dos Teus Olhos , se tornou mesmo uma sonetista e grande. Raros os poetas atuais que escrevem o soneto clássico de forma tão correta. O mestre BernardoTrancoso, Nathan, Diógenes, Loures, alguns que lembro, assim num repente. Outros mais eu conheço com certeza, mas não são muitos. É uma arte que não se pratica muito, sendo mais comum a poesia livre. Nada contra, mas, mesmo apreciando muito os poetas assim, tenho uma admiração maior pela poesia rimada e bem metrificada.
Seus sonetos são muito bons, usando a técnica sem perda de inspiração poética.
Beijos mil do amigo, Manoel Virgílio

Poema para Márcia Sanchez Luz
Rogel Samuel

são laços? são abraços
laços que se desfazem
laços amorosos, pêndulos
lassos de quem sonha
com essas formas desertas
com essas ancas que ondulam
com essas curvas de dunas nuas
curvas de partes suas
ciladas fáceis escorregam
nos passos da descoberta
da seda dos seus desejos
e minhas rimas de aço


Na produção literária há composições restritas, de simbologia particular e cuja "semantiké" é parca. Outras têm voo de longo alcance no tempo e espaço, pela ampla abrangência humana, não temática, exclusivamente. A primeira é pobre, por pessoal. A segunda, é rica, por universal. É nessa categoria que Márcia, acima de quem, e quando, e onde, presta sua homenagem à poética e à Poesia. Impecável na forma, no estilo e no conteúdo. Guilherme Jr.

16 maio, 2009

Meu voo



"E tu vais, desperto,
num caminho incerto,
conhecer a essência
de meu bem-querer."

MÁRCIA, A CADA DIA SUA POESIA É PAUTADA NUMA SIMBOLOGIA ÚNICA, ONDE VOCÊ DESCREVE COM PALAVRAS O SENTIR DE SUA ALMA, PARABÉNS, COM ADMIRAÇÃO,
EFIGÊNIA


Bom, muito bom o bem-quer da Márcia, capaz de inspirar um texto limpo, direto, conciso. É fácil gostar desta mocinha...
Beijos.
Jorge Cortás Sader Filho

Márcia, mais um dos tantos excelentes. o andamento e a finalização: perfeitos.
abraços,
Pedro Du Bois

ah!,
Decerto
é porque
nesse voo
me achego
tão perto
de você

Adroaldo Bauer

OLá Márcia,
sabe daqueles poemas
que vc acaba de ler
e quer reler? Esse
teu poema é assim...
daquelas coisas
gostosas que tilintam
nos ouvidos e inspiram...

Parabéns a ti! Belíssima poesia.
abraço terno.
daufen bach.

Querida Márcia,
São estes os tais voos que nos permitem alçar a poesia. A ideia de liberdade se agiganta a cada vez que experimentamos a reinvenção de nós mesmos.
Beijos e vida longa aos teus versos!

Fabrício Brandão



14 maio, 2009

Réquiem para um homem simples, brasileiro


Encontro um soneto, fato raro. Márcia é assim. Surpreende com seus textos firmes, coesos e decididos. Como este...
Beijos.
Jorge Sader Filho

Oi, minha amiga.
Perfeito como toda a sua poesia
Lindamente triste, ou tristemente lindo.
Que todas as dores, nossas e dos que nos cercam, pudéssemos assim, como você faz com sabedoria e brilho, espalhar num soneto, como pétalas ao vento.
Bitokitas da minha admiração.
Elza Fraga

Um Requiem belíssimo e emocionante.
Ler você é maravilhoso!
Abraço,
Gilia GerlinG

Márcia, a sua poesia é perfeita, rara e bela, enquanto você fala da perda mais no sentido geral, eu ainda me refaço de uma perda pessoal e familiar. Foi um refrigério para a minha alma ler o soneto.
Obrigado e um fraterno abraço,
Mauro Lúcio de Paula


A Márcia é assim! Uma poeta completa! Fala de amor, de amores, de vida, de flores, de morte... Em todos os temas a maestria de uma poetisa de escol. Emociono-me sempre que a leio e penitencio-me, querida Márcia, pela ausência recente.
Airo Zamoner

Márcia,
fuçando no blog do querido amigo Jorge Sader, surpreendi-me em encontrar, mais que a poetisa, a Poesia. Levada a sério.
Caio Martins

Ai, Márcia, que pena ter-se ido, assim findo ele não te pôde ler,
tão dedicada e intensa sendo.
Tanto era o que fazia, penso,
lendo, que fizeste assim tanto.
É sempre uma grande felicidade
poder ler teus versos.
Adroaldo Bauer


Márcia Um ótimo soneto. Além da inspiração que só uma poetisa do seu porte pode ter, uma concepção e técnica perfeitas. Parabéns.
Manoel Virgílio

12 maio, 2009

Amor Rarefeito


Márcia, aqui em Minas temos uma poetisa que se chama Adélia Prado, quando puder conhecer, leia-a; Você me faz lembrar dela num poema que diz: "Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina." Você cumpre essa sina magistralmente, principalmente quando escuta o coração.
Parabéns,
Mauro Lúcio de Paula


s
eus decassílabos tão modelares
me dão vontade de vir sempre aqui
não pense que me rarefiz nos ares
ou por seus versos o gosto perdi
João Esteves

10 maio, 2009

Outonal



Digo sempre que o trabalho de Márcia é coisa séria. Mas este foi talvez o mais bonito deles! Você está sempre se superando, Márcia...
Beijos.
Jorge Sader Filho


Aqui estou novamente para aplaudir a querida Poetisa Márcia, onde a cada dia ela vai deixando suas pegadas como uma grande escritora, meus cumprimentos, Efigênia Coutinho

Minha querida irmã das letras, Marcia Sanchez Luz: primeiramente, deixa eu dizer que adoro pronunciar e escrever o teu nome que é poético demais. Nessa demasia habita esta arte que você cultiva em sonetos tão perfeitos. Bjos de luz, Grauninha

Márcia, leio aqui mais um soneto caracterizado pelo seu zelo de compor, com grande agrado, como sempre. O ritmo atrai, arrasta, traga. Perfeito.
João Esteves

Márcia,
os seus sonetos são sempre bem escritos metricamente, isso, às vezes passa despercebido o sentido real daquilo que você está dizendo. As perguntas deste soneto são de uma pessoa que vai percebendo, aos poucos, que a vida, o vigor, os sonhos vão se esvaindo como as folhas de um outono (tempo). Pode ter certeza de uma coisa, parafraseando Guimarães Rosa os amores (sentimentos) não passam apenas se encantam.
bjs de um amigo e admirador,
Mauro Lúcio de Paula

Outonal, que li em e-mail, agora revejo-o on line, e parece que ainda ganhou mais movimento este seu belo enjambement ciclópico, como as folhas rodopiando ao vento.
Beijos,
Leila Míccolis

08 maio, 2009

Beijo Diferente



"Que seja um beijo mais do que faceiro,
travesso como um pássaro altaneiro
alçando voos pelo azul celeste."
Esta é Márcia Luz, que não é aventureira, é escritora e poeta de verdade. Alguém tem dúvidas?
Jorge Sader Filho

Márcia, querida parceira
admiro a fluidez de tuas palavras dentro da estrutura do soneto, gênero que, para alguns poetas contemporâneos, soa como algemas. No mundo verborrágico em que vivemos, a síntese expressa em teus sonetos, costuma ter a medida exata entre o entendimento e a estética poética.
Enfim, é um grande prazer e desafio cantar em música tuas palavras.
Grande beijo aqui do sul do Brasil.
Paz e sucesso sempre!
Cardo Peixoto

Querida Márcia
Não posso apenas comentar...
Tenho que agradecer pela poesia a nós ofertada.
Traços marcantes de uma paixão poética que permite perscrutar a nascente do verdadeiro amor. A torrente que inunda a alma e transborda em ósculo.
Verdadeira obra-prima.
Parabéns.
Artur Quintela

...desse belo beijo viva a humanidade inteira... sem afeto, carinho não se pode sobreviver...
viva a poesia de Marcia Sanchez Luz!
Rogel Samuel

Lindo soneto este, poetisa!
Também, não é novidade nenhuma: você é uma incrível sonetista. :-)
Cárlisson Galdino (Bardo)

Querida, você sabe o quanto gosto deste soneto, não é mesmo? Mas é sempre bom dizer isto de público. Bj carinhoso, Leila Míccolis

Realmente, aqui temos qualidade literária e o casamento feliz entre a técnica e o sentimento. Bravo!
Domingos.

Querida amiga, tu eres una continua sorpresa.
Estuve repasando tu Imaginario y ahora, que ya se puso el sol y la luz no me diistrae,
me siento feliz de haberte leido.
Congratulations.
Jesus Iglesias Rouco

AFFFFFFFF....
que soneto perfeito!
magnifico...texto e estrutura,
que coisa linda Marcia!!
só resta aplaudir...
PLAC, PLAC, PLAC, PLAC...
abraço a ti e parabéns.
daufen bach.

06 maio, 2009

Lua Negra


Quando a lua é negra
Rogel Samuel

Em "Lua Negra", Márcia Sanchez Luz nos dá um poema anti-lírico, ou melhor, um soneto que é o negativo do sentido clássico de lua. É a foice, o unicórnio, o buraco negro, inatingível, perigoso, que atrai, a solidão inacessível, o vazio, o elemento denso, mas extremo, o fascínio, mas aniquilamento, o venenoso remédio da cura, o nefasto da ferida, mas cuja dor nos fascina e ensina - sem esta lua o amor não existe, não atrai, não nasce. A lua negra é o lado escuro da alma, ou Lilith, o lado distante e obscuro da lua, perigoso, a lua bruxa, um buraco no Universo. Na realidade ela é a anti-lua, sua parte sombria, por isso mesmo dissabor, descompasso e amor.

Amo demais que até ferida brota
na cálida, escondida lua negra
dos meus delírios (dor que desintegra
calma desnuda em chuva de gaivota).

Os olhos choram mares, geram grotas,
fabricam densa nuvem que se integra
ao corpo equivocado pela entrega
sofrida num adeus desfeito em gotas.

Amo demais, eu sei, mas o que faço
se de outro jeito não conheço o amor?
A minha sina é nunca combater

o que me atrai e gera descompasso.
Se por um lado existe o dissabor,
tenho da vida a flor que vi nascer.

© Márcia Sanchez Luz


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Rogel Samuel,O soneto da Márcia por si só já é uma obra de arte, acompanhado pela tua crítica, ganhou a dimensão exata, perfeita...Parabéns a vocês dois. Grande Abraço. daufen bach.


Rogel, sua leitura transpõe os lados escuro, obscuros e profundos de uma alma atormentada, poeticamente desenhados pela autora. E você faz isso com intensa percepção do imenso lirismo que Márcia imprime em sua obra. Parabéns! Dalton França.


Boa noite, Márcia.Já me cansei de tanto amor cantado de outro jeito. De amor em luar desfeito, da poesia sem respeito ao profundo amor contraditório. O mundo nunca foi tão cor-de-rosa, a rosa nunca foi amor-perfeito. A vida respira o ar do tempo e o amor vai ganhando densidade. A lua me espreita e sabe em mim do claro-escuro. A semente que cai em solo duro gera e germina quando termina a primavera. A Lua vai brilhar eternamente - a face clara é a neblina do evidente, a face escura só ilumina quem procura...Obrigado mais uma vez por me mostrar o seu poema que inspira as palavras sábias do Rogel Samuel. Para mim é sempre satisfação ler aqui os dois poetas e lhes deixo os parabéns. abraços. Marco Bastos.




"Quando a lua é negra", introspecta:

Rogel Samuel expressa com maestria.

Lilith de noite-a-dia, desluna nua:

Para além da lunárida fantasia...

Obscura, des.compassa notí.vaga:

Bruxoleia,des.encanta caosmologia.

Gustavo Dourado


Muito lindo e profundo, fazendo do vazio inevítável a nós imposto fonte de tradução na língua poética do que há de produtivo disso que angustia. Tania Montandon.


MARCIA ALIA TALENTO A SENSIBILIDADE O QUE NA POESIA É ESSENCIAL. ALEM DO SER HUMANO ESPECIAL QUE É E SABE SER. SEUS POEMAS SÃO LUZ EM MEIO A TREVAS E POR ISSO SOU SEU ADMIRADOR. ROBERTO ROMANELLI MAIA

Grande esse teu modo especial de cantar o amor. Adroaldo Bauer ·

Parabéns, Marcia. Você sabe o quanto gosto deste soneto! Você é um serzinho iluminado e pleno de energia poética. Que bom ter uma amiga do seu quilate! Bitokitas iluminadinhas de poesia. Elza Fraga

A bela peça de Márcia Luz é produto de trabalho sério, longo e persistente. Não é uma aventura poética, mas um esforço literário que merece aplausos. Votado com muito prazer! "Lua Negra". Jorge Sader Filho

Márcia meu parabens por seu lindo soneto!Espero que continue a brilhar como a lua em noite de verão! Clarean-do as mentes dos que aprendem com você! Obrigada! Luiza Soares Benicio de Moraes

Querida,lido e votado. Aliás, faz tempo já que eu não lia um soneto. Foi um bom reencontro. Abs. doPARREIRA (Claudio Parreira)

"A minha sina é nunca combater o que me atrai e gera descompasso" Marcia...LUA NEGRA mexe comigo! Obrigada! Aplausos, Gilia GerlinG

Marcia, bom dia. Vim para ler teu soneto e me deparei com algo raríssimo em poesia: Lua Negra conseguiu provocar uma fila de comentários! Quase não sobra espaço para o meu. Parabéns. Mas "ter da vida a flor que viu nascer" é uma declaração poderosa. Não faltou luz nesta "lua negra". Máua

Digo de sua lua, negra como é, iluminada naturalmente, o que cabe dizer de poema bem concebido e bem realizado em todas as fases. Acho um requinte a mais essa alternância de timbre em vogais rimantes, mas tem a escansão perfeita, o ritmo bem sopesado e distribuído, as destiladas opções de palavras e um fino bom gosto, para o poema de forma fixa. Acho hoje raros estes predicados em produtores de poesia, pelo que vejo. Você fez, Márcia. Está feito, e bem. neoportaleiro

O seu poema é perfeito. Você respeita a métrica e a sílaba tônica no local de costume. Meus parabéns. Nos dias de hoje, é raro ver alguém escrevendo assim. Sucesso e um brande abraço, Haron Gamal

Parabéns pelo poema altaneiro, afirmativo, um verdadeiro espinho de mandacaru que ao invés de ferir apenas aguça a nossa sensibilidade para a vida, para a sublimação dos nossos sentimentos mais latentes, interiores, vivazes, humanos.... Na verdade nunca será possível a ninguém amar o suficiente.... Seu poema é um grito bom a ecoar no fundo de todos nós, humanóides, ocupados demais com o supéfluo. Viva o amor. Viva a poesia. Parabéns!!! José Cícero


Marcia

Lua Negra é minha medida certinha!

Beijo

Reinaldo Magrão


A
poetisa sabe como ninguém expressar seu sentimento com maestria e beleza sem se perder na forma e na estética literária. Não conheço outra com tanta técnica como ela. Parabéns!

Mauro Lúcio de Paula

A entrega da alma da poetisa nesse poema. Compara-se ao trabalho feito pelo ouríves com relação a uma jóia artesanal perfeito. Antonio Campos.

04 maio, 2009

Ainda o poema


Ainda o poema
Rogel Samuel

Devido ao interesse e pedido de uma leitora e amiga volto ao poema-enigma de Márcia Sanchez Luz, pois muito mais haveria que descobrir no seu mistério, e estas minhas crônicas diárias são por natureza muito curtas e eu sou um crítico de muito pouco alcance. Pois: o que significa que a ferida que nasce não seja no sujeito, mas na lua escondida, na fria e escondida lua negra e invisível? Na lua delirante rebenta uma ferida escondida, cuja dor a lua desintegra e pacifica e a transforma naquela belíssima “chuva de gaivotas”. Nesta primeira estrofe a dor é objetiva, apesar de dizer “amo demais”, é objetivada, toma existência no objeto lua fora do sujeito, mas se concebe no seu interior, portanto se faz quase épico do que lírico, é emoção objetivada. E é por isso que se sente logo de saída uma atmosfera camoniana. A segunda estrofe não, faz ver o sujeito que sofre. Sofre com a flor que viu nascer – do amor -, mas sofrer aqui com o sentido de admitir, permitir, tolerar, consentir, experimentar, não apenas padecer. Mesmo que “grota” significa depressão sombria e úmida, o sujeito nela não se esconde, mas se abre e não combate, não se fecha ao que atrai, ama e gera descompasso. Lua negra é lua uterina que, fecundada, explode numa chuva de gaivotas.

Amo demais que até ferida brota
na cálida, escondida lua negra
dos meus delírios (dor que desintegra
calma desnuda em chuva de gaivota).

Os olhos choram mares, geram grotas,
fabricam densa nuvem que se integra
ao corpo equivocado pela entrega
sofrida num adeus desfeito em gotas.

Amo demais, eu sei, mas o que faço
se de outro jeito não conheço o amor?
A minha sina é nunca combater

o que me atrai e gera descompasso.
Se por um lado existe o dissabor,
tenho da vida a flor que vi nascer.





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Gosto demais da poesia em forma de soneto. Difícil de se fazer, tem regras rígidas que prendem o fazer poético em versos contados e métrica impecável. Não permite um deslize. E nisso a Márcia é perfeita! E se na 'forma' do soneto ela é craque, no conteúdo deste ela foi brilhante.

Roger teceu em dois posts comentários concernentes, precisos.
Eu acrescentaria, na singeleza desta imagem:(dor que desintegracalma desnuda em chuva de gaivota)a dubiedade da 'calma desnuda' em colisão com a 'chuva de gaivotas'. O paradoxo e a ambivalência do poeta está explodindo de fertilidade num contraponto da calma com o céu se desmanchando em chuva, não uma qualquer, mas sim de gaivota.
É um soneto para se pensar no escuro da dor, enquanto a poetisa chora seu mar. Água do céu, água dos olhos... Lindo e forte.
Parabéns ao Roger pela leitura 'comentarizada', e parabéns a Marcia pela beleza de soneto.

Elza Fraga




Só mesmo a Márcia, poeta de verdade, a quem admiro de longa data, para propiciar uma análise do Samuel de encher os olhos! Parabéns ao Samuel pelo debruçar-se sobre a Lua Negra e dar o merecido destaque a você Márcia a quem acompanho com sofreguidão e afeto imensurável.

Airo Zamoner



Parabéns ao leitor que comenta e à poetisa que merece ser comentada! De leituras se faz uma obra, no leitor, nos leitores. Este poema tem parte confessional na personagem que em si confecciona: «amo demais»… e a si se consola escrevendo «tenho da vida a flor que vi nascer». O que acontece, o que aconteceu? Disso se tece e tecem todas as leituras, parabéns a quem leu e a quem escreveu. Abraços.

Francisco Coimbra



Amiga, criar uma flor lunar já é raríssimo; ter, além disso, um comentário do grande escritor Rogel Samuel sobre ela é o máximo do desabrochar e da plenitude. Parabéns. Mil beijos, Leila



Bom dia, querida poeta. Um prazer compartilhar com você de vários espaços e ainda ter o privilégio de receber os seus convites.


É sempre um prazer e um grande satisfação para o poeta ter um poema (e/ou seu corpo poético) avaliado por alguém tanto competente para tal. É um reconhecimento justo do seu valor.
Espero que tudo isto sirva ainda mais para inspirar grandes poemas.
A profundidade da poesia é qualquer coisa de apaixonante. Um vôo d'alma.
Não digo parabéns, digo obrigado por existir!
Um grande abraço e obrigado por nos oferecer suas obras.

Hideraldo Montenegro